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Bolsas de NY fecham em alta de mais de 1% e reduzem perdas na semana

Bolsas de NY fecham em alta de mais de 1% e reduzem perdas na semana
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Mesmo com os ganhos desta sexta-feira, S&P 500 caiu 5,2% na semana, seu maior recuo percentual desde janeiro de 2016.

Os principais índices de Wall Street subiram mais de 1% nesta sexta-feira (5), dando algum alívio a investidores após uma semana de grandes variações que tirou o mercado de meses de calmaria.

O Dow Jones subiu 1,38%, a 24.190 pontos, o S&P 500 ganhou 1,49%, a 2.619 pontos, e o Nasdaq avançou 1,44%, a 6.874 pontos.

Mesmo com os ganhos desta sexta-feira, o índice de referência S&P 500 caiu 5,2% na semana, seu maior recuo percentual desde janeiro de 2016, com a volatilidade voltando a subir.

Durante a sessão desta sexta-feira apenas, o S&P 500 variou de uma alta de 2,2% a uma baixa de 1,9%, ecoando as grandes variações da última semana. O Dow se moveu em uma faixa de mais de 1.000 pontos.

A recente volatilidade ocorre uma semana após os índices de referência S&P 500 e Dow Jones confirmarem que estavam em território de correção, ambos caindo mais de 10 por cento com relação às máximas de 26 de janeiro.

A sexta-feira, entretanto, ainda foi de turbulência nos mercados internacioanais, com as bolsas da Ásia e Europa fechando em queda. Já os preços do petróleo caíram mais de 3% e tiveram a maior queda semanal em 2 anos e meio.

Preocupações

Depois de um 2017 excepcional e de um mês de janeiro com fortes ganhos, os mercados globais passam por quase duas semanas de espasmos pelos temores de que a recuperação da economia mundial e o aumento dos preços levem a uma alta das taxas de juros maior do que o previsto.

Um fator-chave desse movimento financeiro foi o informe sobre emprego publicado pelos Estados Unidos na última sexta-feira (2). O documento mostrou uma alta dos salários, deflagrando imediatamente as especulações de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) possa subir os juros mais de três vezes o esperado para este ano.

Ao mesmo tempo, o Banco Central Europeu (BCE) está perto de terminar seu programa de estímulo, e o Banco da Inglaterra também advertiu que as taxas vão subir rapidamente.

"A mensagem dos porta-vozes do BCE e do Fed, sem mencionar o Banco da Inglaterra, é que as taxas vão continuar subindo pela força da economia global", indicou o chefe de estratégias de mercado Greg McKenna, da AxiTrader.

Contudo, muitos analistas se mostram otimistas em relação aos parâmetros positivos da economia, tanto nos Estados Unidos, quanto no restante do mundo e pelas perspectivas positivas para os lucros corporativos, depois do gigantesco corte de impostos promovido por Donald Trump em dezembro.

"Era inevitável uma correção diante da supervalorização da bolsa americana. Todos os indicadores usados normalmente (...) destacam que os níveis atuais estavam perto dos de 2000", avaliou Christopher Dembik, diretor de pesquisa econômica no Saxo Banque.

"O mercado de ações continuará evoluindo assim (com altos e baixos) sem que saibamos quando vai parar", comentou Art Hogan, da Wunderlich Securities.

* Com EFE e AFP



Fonte:G1

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