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Crioterapia: entenda o tratamento feito por Ana Furtado para evitar queda de cabelo causada pela quimioterapia

Crioterapia: entenda o tratamento feito por Ana Furtado para evitar queda de cabelo causada pela quimioterapia
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Touca resfria couro cabeludo durante sessão de quimioterapia e protege folículos capilares. A apresentadora Ana Furtado descobriu recentemente que tinha câncer de mama. Depois de retirar um tumor, ela está passando por sessões de quimioterapia. Para evitar a queda de cabelo comum quando se faz o tratamento, ela revelou que também está fazendo a crioterapia. A técnica consiste em resfriar o couro cabeludo durante as sessões de quimioterapia, levando à contração dos vasos sanguíneos e protegendo os folículos capilares. "É difícil, mas, até agora, eficiente. Só tenho a agradecer a todos os médicos pelas orientações, apoio e carinho comigo", escreveu a apresentadora no Instagram nesta terça-feira (12). Initial plugin text O médico Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia, ressalta que a crioterapia não é uma forma de tratamento do câncer. "É uma forma de preservação da autoestima do paciente neste momento delicado de tratamento. No caso de tumores de mama, é comum que as drogas mais eficientes para esse tipo de caso acabem danificando os folículos capilares ocasionando queda de cabelo". A técnica chegou ao Brasil em 2016, mas faz sucesso há mais tempo no mundo e é mais comumente usada para atletas em recuperação muscular. No caso de mulheres com câncer, a preservação dos fios pode ajudar a auto-estima: "Pesquisas dão conta de que esta técnica preserva entre 70 a 100% dos fios", diz Gimenes. Como é a crioterapia? Uma touca é colocada na cabeça do paciente cerca de 30 minutos antes do início da sessão de quimioterapia e resfria o couro cabeludo. A touca não pode ser retirada até uma hora e meia depois do procedimento. Como ajuda a evitar a queda de cabelo? O sistema resfria o couro cabeludo do paciente em uma sensação térmica de cerca de 5 graus, podendo variar. Com o couro cabeludo resfriado, há uma diminuição do fluxo sanguíneo nos folículos capilares, promovendo a menor absorção da medicação nesta região, e assim, evitando ou reduzindo a perda dos fios ao longo do tratamento. Touca ajuda a resfriar couro cabeludo do paciente Divulgação Existe algum efeito colateral? Geralmente não. É comum que em alguns casos os pacientes apresentem sensibilidade no couro cabeludo logo após o início do tratamento e tenham enxaqueca, quando já têm tendência a ter este problema. Que profissionais podem fazer? A crioterapia usada em pacientes com câncer deve ser feita por técnicos responsáveis pela aplicação do tratamento para estes devidos fins e com acompanhamento da equipe de enfermagem devidamente treinada. "Vale dizer também que essa técnica deve ser feita em clínicas ou hospitais especializados onde também são realizados os tratamentos de quimioterapia. E somente durante a quimioterapia", ressalta Gimenes. É indicada em quais casos? A técnica pode ser feita em pacientes com câncer de mama, intestino e outros tipos de câncer. Quando é contra-indicada? A crioterapia não é indicada em casos de câncer nas células do sangue, como leucemia e linfoma. Pessoas que apresentam alergia no couro cabeludo também não devem fazer o tratamento.

A apresentadora Ana Furtado descobriu recentemente que tinha câncer de mama. Depois de retirar um tumor, ela está passando por sessões de quimioterapia. Para evitar a queda de cabelo comum quando se faz o tratamento, ela revelou que também está fazendo a crioterapia.

A técnica consiste em resfriar o couro cabeludo durante as sessões de quimioterapia, levando à contração dos vasos sanguíneos e protegendo os folículos capilares.

"É difícil, mas, até agora, eficiente. Só tenho a agradecer a todos os médicos pelas orientações, apoio e carinho comigo", escreveu a apresentadora no Instagram nesta terça-feira (12).

Ontem fiz minha segunda sessão de quimioterapia. E a sensação é de que essa foi menos difícil do que a primeira. Volto a dividir detalhes com vocês porque, ao mesmo tempo em que me fortaleço com as palavras de carinho que recebo, acredito que posso também encorajar pessoas que estejam passando por situações tão difíceis quanto o diagnóstico de um câncer. Na foto, estou sendo preparada para a crioterapia. Trata-se de uma técnica que utiliza uma touca recheada com gel térmico, atingindo temperaturas negativas (-10º, no meu caso). Esse resfriamento no couro cabeludo é muito doloroso, mas reduz a quantidade de quimioterápicos que chegam até os bulbos capilares, diminuindo a queda de cabelos. Antes, é preciso encharcar a cabeça para depois colocar a touca. Foram 4 horas e meia com o equipamento na cabeça: meia hora antes do início da quimio e 2 horas após o término dela. É difícil, mas, até agora, eficiente. Só tenho a agradecer a todos os médicos pelas orientações, apoio e carinho comigo.🙏

O médico Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia, ressalta que a crioterapia não é uma forma de tratamento do câncer.

"É uma forma de preservação da autoestima do paciente neste momento delicado de tratamento. No caso de tumores de mama, é comum que as drogas mais eficientes para esse tipo de caso acabem danificando os folículos capilares ocasionando queda de cabelo".

A técnica chegou ao Brasil em 2016, mas faz sucesso há mais tempo no mundo e é mais comumente usada para atletas em recuperação muscular. No caso de mulheres com câncer, a preservação dos fios pode ajudar a auto-estima: "Pesquisas dão conta de que esta técnica preserva entre 70 a 100% dos fios", diz Gimenes.

Como é a crioterapia?

Uma touca é colocada na cabeça do paciente cerca de 30 minutos antes do início da sessão de quimioterapia e resfria o couro cabeludo. A touca não pode ser retirada até uma hora e meia depois do procedimento.

Como ajuda a evitar a queda de cabelo?

O sistema resfria o couro cabeludo do paciente em uma sensação térmica de cerca de 5 graus, podendo variar. Com o couro cabeludo resfriado, há uma diminuição do fluxo sanguíneo nos folículos capilares, promovendo a menor absorção da medicação nesta região, e assim, evitando ou reduzindo a perda dos fios ao longo do tratamento.

Touca ajuda a resfriar couro cabeludo do paciente (Foto: Divulgação)

Existe algum efeito colateral?

Geralmente não. É comum que em alguns casos os pacientes apresentem sensibilidade no couro cabeludo logo após o início do tratamento e tenham enxaqueca, quando já têm tendência a ter este problema.

Que profissionais podem fazer?

A crioterapia usada em pacientes com câncer deve ser feita por técnicos responsáveis pela aplicação do tratamento para estes devidos fins e com acompanhamento da equipe de enfermagem devidamente treinada.

"Vale dizer também que essa técnica deve ser feita em clínicas ou hospitais especializados onde também são realizados os tratamentos de quimioterapia. E somente durante a quimioterapia", ressalta Gimenes.

É indicada em quais casos?

A técnica pode ser feita em pacientes com câncer de mama, intestino e outros tipos de câncer.

Quando é contra-indicada?

A crioterapia não é indicada em casos de câncer nas células do sangue, como leucemia e linfoma. Pessoas que apresentam alergia no couro cabeludo também não devem fazer o tratamento.



Fonte:G1

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