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Alvo de processo que pode levar à perda do mandato, Jacob diz a conselho ser inocente

Alvo de processo que pode levar à perda do mandato, Jacob diz a conselho ser inocente
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Deputado do MDB-RJ foi preso pela Polícia Federal há um ano e, na semana passada, passou a cumprir pena em regime aberto. Conselho de Ética abriu processo por suposta quebra de decoro. O deputado Celso Jacob (primeiro da esquerda para a direita), durante pronunciamento no Conselho de Ética Hamanda Viana/G1 O deputado Celso Jacob (MDB-RJ) afirmou nesta quarta-feira (13) ao Conselho de Ética da Câmara ser inocente, acrescentando estar "muito tranquilo" em relação às acusações contra ele. Celso Jacob foi preso em junho do ano passado pela Polícia Federal após ter sido condenado por falsificação de documento público e dispensa irregular de licitação quando era prefeito de Três Rios (RJ). Na semana passada, um ano após ter sido preso, o deputado recebeu o benefício de cumprir o restante da pena de 7 anos e 2 meses de prisão em regime aberto. "Quem vai devolver a minha vida? Foi um massacre na minha vida. Eu conheço muito bem o que eu fiz e o que eu não fiz. Estou muito tranquilo", afirmou. Jacob é alvo de um processo no Conselho de Ética que pode levar à cassação do mandato dele por suposta quebra de decoro parlamentar. Sessão do conselho O parlamentar afirmou que entrou com um processo de revisão criminal para anexar provas, já que no STF, onde foi julgado e condenado, não há a análises de provas e sim dos fatos. “Eu estou numa revisão criminal e anexando tudo, mas revisão criminal demora. Quando vocês verem isso aqui [as provas anexadas] vão dizer: ‘mas esse cara é inocente’. Mas e aí? Eu já paguei um ano [da pena].” O parlamentar Valtenir Pereira (MDB-MT), criticou o processo contra o colega. “É lamentável que tenha havido uma representação que não tenha nada a ver com nada. Vai caber ao colegiado decidir em relação ao mandato. Eu tenho certeza que esse colegiado vai decidir com serenidade.” “Eu acho que isso que está acontecendo aqui é uma aberração”, afirmou o deputado José Carlos Leão De Araújo (PR-BA). Além do deputado, o conselho ouviu mais duas testemunhas ligadas a Celso Jacob, os ex-vereadores Abel Zanardi Neto e Marco Antônio de Azevedo, como estava previsto no plano de trabalho do relator do processo, deputado Sandro Alex (PSD-PR). Emocionado, o ex-vereador Abel Zanardi Neto, um dos autores da denúncia afirmou que cometeu um erro. “Cometi um equívoco de, sem o conhecimento dos fatos, fazer uma denúncia. Ele foi condenado por ajudar as famílias ali.”

O deputado Celso Jacob (MDB-RJ) afirmou nesta quarta-feira (13) ao Conselho de Ética da Câmara ser inocente, acrescentando estar "muito tranquilo" em relação às acusações contra ele.

Jacob foi preso em junho do ano passado pela Polícia Federal após ter sido condenado por falsificação de documento público e dispensa irregular de licitação quando era prefeito de Três Rios (RJ).

Em fevereiro, o Conselho de Ética abriu um processo que pode levar à cassação do mandato dele por suposta quebra de decoro parlamentar.

Na semana passada, um ano após ter sido preso, o deputado recebeu o benefício de cumprir o restante da pena de 7 anos e 2 meses de prisão em regime aberto.

"Quem vai devolver a minha vida? Foi um massacre na minha vida. Eu conheço muito bem o que eu fiz e o que eu não fiz. Estou muito tranquilo".

Sessão do conselho

Durante a sessão desta quarta, o parlamentar disse ter apresentado um pedido de revisão criminal para anexar provas ao processo.

"Eu estou numa revisão criminal e anexando tudo, mas revisão criminal demora. Quando vocês verem isso aqui [as provas anexadas] vão dizer: 'Mas esse cara é inocente'. Mas e aí? Eu já paguei um ano [da pena]", afirmou.

Diante do discurso de Jacob, o deputado Valtenir Pereira (MDB-MT) pediu a palavra para criticar o processo, afirmando ser "lamentável" que uma representação tenha sido apresentada contra o colega.

"Eu tenho certeza que esse colegiado vai decidir com serenidade", afirmou Pereira.

Em seguida, o deputado José Carlos Leão de Araújo (PR-BA) afirmou:

"Eu acho que isso que está acontecendo aqui é uma aberração".

Testemunhas

Além de Celso Jacob, o Conselho de Ética também ouviu duas testemunhas ligadas ao processo: os ex-vereadores Abel Zanardi Neto e Marco Antônio de Azevedo.

Chorando, Zanardi Neto disse ter cometido um "erro" ao denunciar Jacob em 2003. "Cometi um equívoco de, sem o conhecimento dos fatos, fazer uma denúncia. Ele foi condenado por ajudar as famílias ali", afirmou.



Fonte:G1

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