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Serviço memorial reúne muçulmanos e judeus em Auschwitz

Serviço memorial reúne muçulmanos e judeus em Auschwitz
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Representantes das comunidades judaica e muçulmana alemãs se reúnem em Auschwitz no 74º aniversário das deportações do gueto de Lodz. Evento ocorre no contexto do aumento dos ataques antissemitas na Alemanha. Entrada do campo de concentração de Auschwitz DW/R. Romaniec O rabino alemão Henry Brandt e o presidente do Conselho Central dos Muçulmanos da Alemanha, Aiman Mazyek, discursaram na entrada do antigo campo de extermínio de Auschwitz durante uma cerimônia memorial realizada nesta quinta-feira (9) para lembrar as vítimas do nazismo. "Nós prometemos que, com a nossa força, com a força da nossa fé, vamos trabalhar juntos para que Auschwitz nunca mais se repita", afirmou Mazyek. De sua parte, Brandt afirmou: "Estou profundamente impressionado por muçulmanos e judeus estarem aqui juntos". Ele disse esperar que os jovens presentes aprendam lições para a vida com a sua visita. A cerimônia foi o principal evento de uma viagem educacional organizada pelo Conselho Central dos Muçulmanos e pela União de Judeus Progressistas da Alemanha. Refugiados muçulmanos da Síria e do Iraque e jovens judeus participaram do evento, que contou ainda com a presença dos governadores dos estados alemães da Turíngia e de Schleswig-Holstein, Bodo Ramelow e Daniel Günther. Initial plugin text A viagem aconteceu no contexto dos crescentes ataques antissemitas na Alemanha. Já anteriormente, Mazyek e o presidente da União dos Judeus Progressistas, Walter Homolka, instaram à reconciliação: "A coexistência de judeus e muçulmanos na Alemanha deve ser pacífica". Gueto de Lodz O serviço memorial foi realizado no 74º aniversário do início das deportações para Auschwitz, por parte de forças nazistas, de pessoas do gueto de Lodz, na Polônia. O gueto de Lodz foi estabelecido pelos nazistas após a invasão da Polônia, em 1939. Ele foi transformado em centro industrial para suprimentos de guerra, sendo o segundo maior gueto na Europa ocupada pelos alemães, depois de Varsóvia. Para Lodz, por volta de 40 mil pessoas foram deslocadas de suas regiões e de outras partes da Europa ocupada pelos nazistas. As deportações começaram em 1942, e em agosto de 1944 os últimos homens, mulheres e crianças foram enviados para campos de concentração nazistas. Quando as tropas soviéticas chegaram à cidade polonesa, restavam apenas 877 judeus, escondidos no gueto. Estima-se que 1,3 milhão de pessoas foram deportadas pelos nazistas para Auschwitz, onde cerca de 1,1 milhão vieram a morrer. De acordo com registros históricos coletados pelo Museu de Auschwitz-Birkenau, apenas 196 presos conseguiram escapar.

O rabino alemão Henry Brandt e o presidente do Conselho Central dos Muçulmanos da Alemanha, Aiman Mazyek, discursaram na entrada do antigo campo de extermínio de Auschwitz durante uma cerimônia memorial realizada nesta quinta-feira (9) para lembrar as vítimas do nazismo.

"Nós prometemos que, com a nossa força, com a força da nossa fé, vamos trabalhar juntos para que Auschwitz nunca mais se repita", afirmou Mazyek.

De sua parte, Brandt afirmou: "Estou profundamente impressionado por muçulmanos e judeus estarem aqui juntos". Ele disse esperar que os jovens presentes aprendam lições para a vida com a sua visita.

A cerimônia foi o principal evento de uma viagem educacional organizada pelo Conselho Central dos Muçulmanos e pela União de Judeus Progressistas da Alemanha.

Refugiados muçulmanos da Síria e do Iraque e jovens judeus participaram do evento, que contou ainda com a presença dos governadores dos estados alemães da Turíngia e de Schleswig-Holstein, Bodo Ramelow e Daniel Günther.

Delegation of young German Jews as well as Muslims - refugees from Syria & Iraq who stay in Germany - are visiting @Auschwitzmuseum> today together with federal state Prime Ministers: @bodoramelow> from Thuringia & Daniel Günther from Schleswig-Holstein | @thueringende> @Land_SH> pic.twitter.com/W6jlakL6by>

— August 9, 2018

A viagem aconteceu no contexto dos crescentes ataques antissemitas na Alemanha. Já anteriormente, Mazyek e o presidente da União dos Judeus Progressistas, Walter Homolka, instaram à reconciliação: "A coexistência de judeus e muçulmanos na Alemanha deve ser pacífica".

Gueto de Lodz

O serviço memorial foi realizado no 74º aniversário do início das deportações para Auschwitz, por parte de forças nazistas, de pessoas do gueto de Lodz, na Polônia.

O gueto de Lodz foi estabelecido pelos nazistas após a invasão da Polônia, em 1939. Ele foi transformado em centro industrial para suprimentos de guerra, sendo o segundo maior gueto na Europa ocupada pelos alemães, depois de Varsóvia.

Para Lodz, por volta de 40 mil pessoas foram deslocadas de suas regiões e de outras partes da Europa ocupada pelos nazistas.

As deportações começaram em 1942, e em agosto de 1944 os últimos homens, mulheres e crianças foram enviados para campos de concentração nazistas. Quando as tropas soviéticas chegaram à cidade polonesa, restavam apenas 877 judeus, escondidos no gueto.

Estima-se que 1,3 milhão de pessoas foram deportadas pelos nazistas para Auschwitz, onde cerca de 1,1 milhão vieram a morrer.

De acordo com registros históricos coletados pelo Museu de Auschwitz-Birkenau, apenas 196 presos conseguiram escapar.

Alemanha Polônia

Fonte:G1

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