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Porto francês propõe acolher migrantes do Aquarius, apesar da recusa dos europeus

Porto francês propõe acolher migrantes do Aquarius, apesar da recusa dos europeus
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França discute com outros países solução para navio que transporta 141 migrantes resgatados no mar Mediterrâneo. Itália e Malta já disseram que não vão acolher a embarcação, mas um porto francês se ofereceu para receber os refugiados. Tripulante do Aquarius distrai crianças imigrantes a bordo do navio, no domingo (12) Reuters/Guglielmo Mangiapane A França discute atualmente com outros países europeus situados às margens do Mediterrâneo em busca de uma solução para o navio Aquarius, que transporta 141 migrantes resgatados no mar Mediterrâneo. Itália e Malta já disseram que não vão acolher a embarcação, mas um porto francês se ofereceu para receber os refugiados. O navio fretado pelas Ongs SOS Mediterrâneo e Médicos sem fronteiras (MSF) resgatou os migrantes na sexta-feira (10) em duas canoas de madeira em águas internacionais no caminho entre a Líbia e a costa europeia. Metade dos migrantes a bordo são menores de idade e mais de um terço são mulheres, vindos principalmente da Somália e da Eritreia. “Sète está pronto para acolher o Aquarius assim que as autoridades francesas permitirem”, declarou nesta segunda-feira (14) Jean-Claude Gayssot, ex-ministro e dos Transportes e diretor do porto na cidade do sul da França. “Eu entendo que a situação é complexa, mas trata-se de vidas humanas. Tudo se torna secundário quando estamos falando de salvar vidas de famílias, mulheres e crianças”, insistiu Gayssot em entrevista à RFI. No entanto, Paris não sinalizou até agora se pretende receber os migrantes, e preferiu anunciar discussões com os vizinhos europeus e criticar a inflexibilidade do governo italiano que, para os franceses, tem adotado “uma postura muito dura” e que poderia acolher o Aquarius.  Roma insiste que não vai abrir seus portos. Em uma mensagem divulgada no Twitter, o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, lembrou que o Aquarius é um navio alemão, fretado por uma Ong francesa, com tripulação estrangeira, atualmente em águas maltesas e que nada justificaria sua entrada na Itália.  Esta não é a primeira vez que o barco divide os europeus. A mesma situação se produziu um junho passado, quando o Aquarius, com 630 migrantes a bordo, teve sua entrada recusada pelas autoridades italianas. O episódio provocou fortes tensões entre Roma e os vizinhos da União Europeia, e finalmente as autoridades espanholas decidiram acolher a embarcação. Mas desta vez Madri não pretende estender a mão aos migrantes. “A Espanha não é o porto mais próximo, então não é o porto mais seguro para o desembarque”, informaram as autoridades espanholas. A declaração faz alusão à legislação internacional, segundo a qual migrantes resgatados em águas internacionais devem ser levados para o “país seguro” que estiver mais próximo. No caso do Aquarius, teoricamente os refugiados teriam que ir para o território líbio, o que é contestado pelas Ongs, que lembram que muitos migrantes foram vítimas de maus-tratos quando atravessaram o país africano antes em tentar a travessia. “A Líbia não pode ser considerada como um lugar seguro”, martela Sophie Beau, presidente da SOS Méditerrâneo. “Não podemos deixar essas pessoas numa situação impossível. Da última vez a Espanha salvou a honra da Europa e eu estimo que dessa vez a França deve estar à altura, com uma posição honrável, colocando o ser humano acima de tudo”, insistiu Jean-Claude Gayssot.  

A França discute atualmente com outros países europeus situados às margens do Mediterrâneo em busca de uma solução para o navio Aquarius, que transporta 141 migrantes resgatados no mar Mediterrâneo. Itália e Malta já disseram que não vão acolher a embarcação, mas um porto francês se ofereceu para receber os refugiados.

O navio fretado pelas Ongs SOS Mediterrâneo e Médicos sem fronteiras (MSF) resgatou os migrantes na sexta-feira (10) em duas canoas de madeira em águas internacionais no caminho entre a Líbia e a costa europeia. Metade dos migrantes a bordo são menores de idade e mais de um terço são mulheres, vindos principalmente da Somália e da Eritreia.

“Sète está pronto para acolher o Aquarius assim que as autoridades francesas permitirem”, declarou nesta segunda-feira (14) Jean-Claude Gayssot, ex-ministro e dos Transportes e diretor do porto na cidade do sul da França. “Eu entendo que a situação é complexa, mas trata-se de vidas humanas. Tudo se torna secundário quando estamos falando de salvar vidas de famílias, mulheres e crianças”, insistiu Gayssot em entrevista à RFI.

No entanto, Paris não sinalizou até agora se pretende receber os migrantes, e preferiu anunciar discussões com os vizinhos europeus e criticar a inflexibilidade do governo italiano que, para os franceses, tem adotado “uma postura muito dura” e que poderia acolher o Aquarius.

Roma insiste que não vai abrir seus portos. Em uma mensagem divulgada no Twitter, o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, lembrou que o Aquarius é um navio alemão, fretado por uma Ong francesa, com tripulação estrangeira, atualmente em águas maltesas e que nada justificaria sua entrada na Itália.

Esta não é a primeira vez que o barco divide os europeus. A mesma situação se produziu um junho passado, quando o Aquarius, com 630 migrantes a bordo, teve sua entrada recusada pelas autoridades italianas. O episódio provocou fortes tensões entre Roma e os vizinhos da União Europeia, e finalmente as autoridades espanholas decidiram acolher a embarcação.

Mas desta vez Madri não pretende estender a mão aos migrantes. “A Espanha não é o porto mais próximo, então não é o porto mais seguro para o desembarque”, informaram as autoridades espanholas.

A declaração faz alusão à legislação internacional, segundo a qual migrantes resgatados em águas internacionais devem ser levados para o “país seguro” que estiver mais próximo. No caso do Aquarius, teoricamente os refugiados teriam que ir para o território líbio, o que é contestado pelas Ongs, que lembram que muitos migrantes foram vítimas de maus-tratos quando atravessaram o país africano antes em tentar a travessia. “A Líbia não pode ser considerada como um lugar seguro”, martela Sophie Beau, presidente da SOS Méditerrâneo.

“Não podemos deixar essas pessoas numa situação impossível. Da última vez a Espanha salvou a honra da Europa e eu estimo que dessa vez a França deve estar à altura, com uma posição honrável, colocando o ser humano acima de tudo”, insistiu Jean-Claude Gayssot.

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Fonte:G1

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