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Cientista que descobriu uma das origens para os raios cósmicos integra instituto brasileiro

Cientista que descobriu uma das origens para os raios cósmicos integra instituto brasileiro
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Físico americano Francis Halzen esteve no Brasil nesta sexta-feira (19)

O físico americano Francis Halzen esteve nesta sexta-feira (19) em São Paulo, onde discutiu as últimas descobertas sobre a origem dos raios cósmicos. O cientista é o primeiro a integrar o comitê internacional do Instituto Principia, centro brasileiro recém-inaugurado de produção e difusão científica ligado à Fundação Instituto de Física Teórica, entidade privada de pesquisa.

Halzen funcionará como consultor para o Principia, que tem como objetivo conectar a sociedade com atividades científicas e estimular a pesquisa na área. O modelo é pensado conforme exemplos internacionais, como o Instituto Perimeter, no Canadá.

“A ideia é manter a diversidade de ideias: trazer as pessoas para conversar, se conhecerem, e a partir daí criar novos projetos”, explica Renato Vicente, vice-presidente do Principia. A ideia é que o lugar não tenha um quadro de pessoal fixo, por exemplo.

A diretora científica, Renata Zukanovich Funchal, professora do Instituto de Física da USP, destaca a iniciativa da escola de talentos, para fomentar o interesse em ciência em crianças já na primeira infância.

“Pode funcionar como um espaço onde sejam feitas conexões entre as questões duras da ciência e com empresários, jornalistas”, acrescenta.

O cerne do lugar é o domo digital, com previsão de implantação até 2019, que deve funcionar como um planetário 3D, com cobrança de ingressos do público.

Pesquisa com neutrinos

Halzen, que nasceu na Bélgica e hoje é professor da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, é o investigador principal do Observatório de Neutrinos IceCube, laboratório na Antártida. Os pesquisadores da equipe de Halzen estudam os neutrinos cósmicos, partículas subatômicas que viajam na velocidade da luz carregando muita energia.

Por serem partículas com massa praticamente nula e sem carga elétrica, os neutrinos cósmicos conseguem viajar através da matéria sem serem afetados por ela nem por campos eletromagnéticos. Não é possível enxergar um neutrino: eles são chamados de “partícula fantasma”.

Por anos, cientistas questionaram o que poderia acelerar os neutrinos com tamanha energia. A resposta seria, então, uma que a ciência tenta desvendar há mais de um século: a origem dos raios cósmicos.

A descoberta de uma dessas origens, feita em setembro do ano passado, foi divulgada somente em julho deste ano, na revista Science: uma galáxia a 4 bilhões de anos-luz da Terra, com um enorme buraco negro em seu centro.

“A maior parte da radiação da energia no universo não chega até nós na forma de luz”, explica Halzen. “Vem na forma de partículas, prótons, na verdade. E nós sabemos disso desde 1912 — mais de um século atrás. Foi o motivo para construir esse experimento [o Observatório de Neutrinos]. Nós não resolvemos o problema, achamos somente uma das origens dos raios cósmicos”, diz.



Fonte:G1

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