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as dez melhores séries do ano e mais algumas outras que fizeram de 2018 um ano estranho

as dez melhores séries do ano e mais algumas outras que fizeram de 2018 um ano estranho
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Preciso dizer que quase não fiz meu post de retrospectiva do ano porque este ano não foi um bom ano nas séries (e to cansada de falar mal das coisas, embora a vida me obrigue)

Preciso dizer que quase não fiz meu post de retrospectiva do ano porque este ano não foi um bom ano nas séries (e to cansada de falar mal das coisas, embora a vida me obrigue). Tem dezembro que é uma luta para tentar encaixar só dez séries na lista de melhores do ano. Este ano eu nem sei se tenho dez séries. Eu acho que nem tenho. E olha que não foi por falta de série, sabemos, porque pelas minhas contas foram lançadas umas 8 mil temporadas nos últimos 12 meses.

Mas vou tentar nomear dez séries que valeram a pena em 2018.

(Já aviso que deixo de fora a maravilhosa “A Maravilhosa Sra. Maisel”, de cuja segunda temporada só vi dois episódios e não foram os melhores episódios. Mas certeza que deveria entrar.)

Então vamos lá. Dez séries que você devia ter visto este ano. Valendo.

10. "The Good Fight" - Derivada de “The Good Wife”, é a série para ver depois de um dia ruim. Senta no sofá, pega um vinho e dá play (é Prime Vídeo). Ô seriezinha gostosa. Advogados meio idealistas, bons casos da semana, crítica ao governo Trump, personagens facinhos de amar. A primeira temporada tinha sido boa, esta segunda foi apenas excelente.

9. “Unbreakable Kimmy Schmidt” - Foi uma temporada curtinha, ou a primeira parte da última temporada, que termina em 2019, para minha tristeza. Não foi a melhor das temporadas, mas está aqui porque essa série é demais e além disso tem um episódio inteiro fazendo paródia dos documentários da Netflix. Coisa de gênio.

8. “Sharp Objects” - Pensando agora aqui, acho que me esforcei bastante para gostar dessa série. Que é boa, sim, mas é um pouquinho arrastada – tem uns três episódios ali no meio da temporada que parecem ser o mesmo. Mas o saldo é bem positivo. Belíssimas atuações (Amy Adams está demais), uma história para lá de perturbadora com crime, gente maluca, família disfuncional e um final de deixar a gente sem dormir por um tempo. HBO.

7. "Barry" - Um ex-fuzileiro naval que ganha a vida como assassino de aluguel e um dia descobre que quer ser ator – e, no caminho em busca de seu sonho, se apaixona, se envolve com a máfia tchechena, com colegas sem noção e é investigado por um crime. Tem personagens ótimos, é engraçada e meio pesada também. Imperdível. É da HBO.

6. "Dietland" - Eu sei que só eu devo ter visto esta série, o que é uma tristeza – e nem sei se eu fico insistindo para você ver, já que foi cancelada e não terá segunda temporada. Mas foi sem dúvida uma das melhores coisas que eu vi no ano. Uma mulher obesa que acha que toda sua vida vai mudar quando ela emagrecer é confrontada com seus traumas e complexos, um grupo de mulheres tenta mudar o jeito como as mulheres se veem, feministas radicais fazem atentados terroristas bizarros. É uma das séries mais malucas que eu já vi, metade séria, metade sátira, com um texto esperto que faz você repensar um monte de coisa. Detalhe para a belíssima abertura e a sensacional trilha sonora. Prime Video.

5. “Homecoming” - Metade das cenas é um close na cara da Julia Roberts e a direção começa a irritar um pouquinho no afã de mostrar todo o talento incrível do Sam Esmail (de "Mr. Robot"). Mas é boa, sufocante, curtinha e difícil de largar. A série vai e volta no tempo para mostrar a vida de uma garçonete que anos atrás trabalhava como terapeuta numa instituição para soldados com traumas da guerra – trabalho do qual ela se dá conta de que não se lembra. Tem um clima de conspiração no ar e um final muito bom. Vale ver. Prime Video.

4. “A maldição de Hill House” - Me apeguei aos personagens, levei uns sustos de verdade, vi tudo em menos de uma semana. Se isso não é uma série boa, amigos, eu não sei o que é. Melhor série de terror que eu já vi (na verdade não estou lembrando de outras agora, então pode ser que isso não seja muito verdade, mas é uma das melhores). Mistura de “This is Us” com filme de terror, tem casa mal assombrada, uma família fofa, uns fantasmas perturbadores e gente enlouquecendo. É ótima para ver na folga de final de ano.

3. "Killing Eve" - Essa é demais mesmo. É com Sandra Oh, é de detetive, tem uma assassina de aluguel fashionista e psicopata, tem uma funcionária do governo britânico obcecada com a assassina. Se passa em várias cidades da Europa. É escrita pela genial Phoebe Waller-Bridge. Tem no Globoplay. Assista.

2. “The Deuce” - Série do David Simon (a mente brilhante por trás de “The Wire”) é assim: começa devagar, continua devagar. Não tem grandes ganchos ao final dos episódios, os personagens são meio soltos na trama, nem tem muito uma trama. Mas aí tem uma hora que te dá um clique e você percebe que está diante de uma obra de arte, juro. Nesta segunda temporada, aconteceu isso no terceiro episódio. Termina e você fica meio com vergonha alheia de ver outra série. Ah, então: é sobre prostituição na Nova York dos anos 70, o nascimento da indústria pornô e outras coisas do tipo. É f*da. HBO.

1. “The Americans” - A melhor temporada do ano deu um final digno demais a essa que é uma das melhores séries da década, incrivelmente subestimada. O final da saga do casal de espiões russos que viveu disfarçado por décadas nos EUA durante a Guerra Fria foi uma das melhores coisas que eu já vi. Que último episódio maravilhoso, gente do céu. Daqueles de não conseguir se mexer no sofá. De querer chorar, de querer dar pausa para não acabar, de ficar parado olhando para a TV desligada e pensando que nunca mais conseguiremos amar ninguém como amamos os Jennings. Do FX.

*

O que não funcionou pra mim em 2018: a segunda de “Ozark” (esqueci de continuar a ver), a terceira de “Billions” (não aguentei), a segunda de “Handmaid’s Tale” (eles perderam a mão), “My Brilliant Friend” (achei tosca, desculpa). Mas vi inteirinha e com atenção a segunda de “Westworld” e continuo achando a série mais superestimada da década. Dei uma chance a “Jack Ryan”, mas já vi tanto Jack Bauer na vida que precisa de muito arroz feijão para me conquistar com série de terrorismo.

Vi “Maniac” inteirinha e achei cansativa para caramba, estava gostando de “The Terror” mas aí acho que tiraram do Now e eu também não fui muito atrás. Estava vendo “Succession” mas também esqueci de continuar, embora queira retornar. Também teve o horrendo final de “House of Cards”, mas essa acho que nem a mãe do roteirista conseguiu gostar, foi ruim demais.

Queria muito ter colocado “The Good Place” na lista das melhores do ano, porque sou muito apegada e porque estamos com falta de comédias. Merecia só pelo último episódio do ano, “Janet”. Mas a terceira temporada da série sobre o além, a vida após a morte, o céu, o inferno, os demônios e a ética deixou a desejar. Tem uns momentos muito bons e tem umas horas que a gente tem certeza de que a série se perdeu.

Tem também “The Looming Tower”, que é metade ótima (a parte da AlQaeda) metade não muito boa (a parte da CIA) e talvez devesse estar como a décima posição da lista mas agora já era.

E tem, claro, “La Casa de Papel”. Que quase entrou. Porque é boa, também é péssima, mas é viciante, foi a série que virou hino, fantasia de carnaval, febre mundial, tem uma história que não dá para largar, o roteiro mais sem noção da história e a pior personagem já criada. E se você não viu “La Casa de Papel” você não viveu 2018...

*

E 2019 está aí. Com o tão esperado final de “Game of Thrones” (que não passou em 2018 e aí eu já esqueci o nome e a função de 2/3 dos personagens). Com a perigosíssima continuação de “Big Little Lies”, uma perfeição em forma de minissérie que agora virou série. Com a arriscada terceira temporada de “True Detective”, que só vai ser muito boa ou muito ruim, não tem meio termo. Tem a volta de “Luther”, também conhecido como o amor da minha vida.

Que seja um ano ótimo, na vida e nas séries. Feliz ano novo!

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Fonte: G1

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