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Homens aderem à moda da fita isolante para reforçar marca de sunga no verão;

Homens aderem à moda da fita isolante para reforçar marca de sunga no verão;
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Dermatologistas alertam para os ricos do sol excessivo e para o uso da fita isolante em contato com a pele

A busca pelo bronzeado perfeito fez as mulheres aderirem à moda do biquíni de fita isolante. Até a cantora Anitta vestiu o acessório durante lançamento do clipe "Vai, malandra", no final de 2017. No verão deste ano, chegou a vez de os homens embarcarem na novidade. Despidos de vergonha e deixando o preconceito de lado, eles se expõem ao sol envolvendo com fita as coxas e a cintura.

Pioneira no ramo do bronzeado na laje, a esteticista e empresária Erika Romero Martins, a Érika Bronze, de 36 anos, consolidou seu negócio em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Ela teve a ideia de ganhar dinheiro quando, aos 15 anos, suas primas e amigas a invejavam pela habilidade em conseguir uma indefectível marca de biquíni, com ajuda de um esparadrapo. Érika conta como começou a atrair a clientela masculina e que tipo de marca eles pedem.

"Virou uma febre os homens também querendo uma marquinha perfeita por causa do clipe 'Vai, malandra'. Os homens estão buscando a marquinha perfeita. Eles não querem mais aquela marquinha de sunga molhada, de sunga esfumaçada. Eles querem aquela marquinha bem perfeita, igual à das mulheres. Botamos a fita na virilha, na cintura... E eles são detalhistas. Eles querem o bumbum também bem certinho", explica.

Segundo Érika, a exposição é controlada. São 40 minutos de frente e mais 40 de costas. As "bombeiras", como são chamadas as assistentes da empresária, molham o corpo dos clientes e oferecem água. O preço para as meninas é de R$ 70 e para os meninos, R$ 50.


Tendência

O militar Sédrick Jesus, de 21 anos, é morador da Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Ele convidou o amigo e fotógrafo Douglas Nascimento, de 33 anos, morador do mesmo bairro, para uma sessão na laje.

"O objetivo de vir aqui é ter a marca do Rio de janeiro. Eu me interessei logo de cara porque, realmente, a marca fica perfeita. Não fica aquela esfumação, que você fica na praia. O preconceito ainda existe muito hoje em dia, infelizmente", conta o militar.

Douglas acredita que a marquinha com fita nos homens é uma tendência: "Acredito que daqui para a frente a tendência vai ser maior. Eu costumo ir muito à praia e eu não consigo ter essa marca. Na verdade, eu acabo me bronzeando errado e fico descascando."

Morador do Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte, Ruan Mendes desfila na escola de samba Acadêmicos do Salgueiro no carnaval. A proposta do empreendedor é reforçar a marca de sunga para a folia.


Não foi só na laje que a moda pegou. O dançarino Osmar Fernas, de 29 anos, é morador de Costa Barros, na Zona Norte. Ele frequenta a piscina dos amigos para reforçar a marca de sunga.

"Eu aderi, justamente pela marca. Fica muito mais top do que uma sunga normal que a gente pega no dia a dia numa praia. A fita já deixa tudo perfeito, ela deixa reluzente, fluorescente, fica tudo top. Para pegar esse sol eu só preciso de uma tesoura e uma fita isolante. Faço tudo sozinho. A melhor dica que eu tenho para a pessoa que quer usar fita é ter coragem."


Alerta de dermatologistas

Os dermatologistas alertam para os ricos do sol excessivo e para o uso da fita em contato com a pele.

"É extremamente preocupante ver pessoas usando fita isolante no lugar de biquínis, de outros materiais. Não sabemos o que vai na cola dessa fita isolante, não sabemos a química utilizada. Infelizmente, os acasos de eczema e dermatites aumentam muito no verão. O sol e o calor potencializam as alergias cutâneas", diz a dermatologista Camila Moulin.


A médica fala sobre a importância de ter responsabilidade na hora de pegar sol e recomenda que a exposição seja evitada entre 10h e 16h.

"É possível pegar sol no verão. Nós devemos pegar sol no verão, só precisamos fazer isso com tranquilidade. Para você ser tranquilo, recomendo que você se exponha no máximo 2 horas no sol, reaplique esse filtro solar, se hidrate nesse processo e, principalmente, que você não exagere. Nós sabemos que as queimaduras e bolhas aumentam os riscos de câncer de pele ao longo da vida. "


Fonte: G1

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