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Reforma da Previdência pode render economia de até R$ 1,3 trilhão em 10 anos, diz Guedes

Reforma da Previdência pode render economia de até R$ 1,3 trilhão em 10 anos, diz Guedes
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Estimativa é maior que a do projeto apresentado pelo governo Temer; sobre o IR cobrado das empresas, Guedes disse que o governo analisa reduzir alíquota de 34 para 15%

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (23) em Davos que a proposta de reforma da Previdência que está sendo estruturada pelo governo pode render uma economia de R$ 700 bilhões a R$ 1,3 trilhão em dez anos.

A declaração foi feita em entrevista à agência de notícias Reuters durante o Fórum Econômico Mundial na estação de esqui suíça de Davos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante almoço nesta quarta (23) no Fórum de Davos — Foto: Alan Santos/PR

Se os números se confirmarem, a reforma proposta de reforma do governo de Jair Bolsonaro pode chegar a dois terços a mais do que o esforço da gestão de Michel Temer, que não conseguiu avançar com o projeto no Congresso. A proposta original de Temer previa economia de R$ 800 bilhões em 10 anos. Após sofrer alterações no Congresso, a medida passou a ter economia estima em R$ 480 bilhões, mas ainda assim o projeto não avançou.

"É uma reforma significativa e nos dará um importante ajuste estrutural fiscal", disse Guedes, apontando que os números ainda estão sendo estudados. "Isso terá um poderoso efeito fiscal e vai resolver por 15, 20, 30 anos", disse ele, que acrescentou: "É isso ou seguimos (o caminho da) Grécia".

Mais cedo, Guedes já havia defendido a reforma da Previdência em entrevista à Bloomberg TV. Na terça-feira (22), também falou sobre o assunto em almoço fechado organizado pelo Itaú Unibanco, no qual repetiu que, se não for aprovada, tem um plano B.

O ministro daria entrevista coletiva nesta quarta, e a expectativa era que ele detalhasse a proposta do governo para a reforma da Previdência. No entanto, Guedes cancelou as manifestações à imprensa que faria ao lado de Bolsonaro e os outros ministros que integram comitiva brasileira no Fórum - Sérgio Moro (Justiça) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

Mesmo com o cancelamento, as últimas declarações de Guedes sobre a reforma da Previdência têm sido bem recebidas por investidores nos mercados financeiros brasileiros. Nesta quarta, o Ibovespa subiu e voltou a atingir pontuação recorde de fechamento, e o dólar interrompeu uma sequência de 6 altas sobre o real.

O presidente Jair Bolsonaro concede entrevista à Bloomberg nesta quarta, durante o Fórum de Davos — Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro também comentou a reforma da Previdência nesta quarta em Davos. Em entrevista concedida para a agência de notícias Bloomberg, ele afirmou que a alteração na legislação previdenciária dos militares vai ser feita apenas "em uma segunda parte da reforma".

Impostos e estatais

Ainda na entrevista à Reuters, Guedes comentou o Imposto de Renda cobrado das empresas. O ministro afirmou que governo analisa reduzir a alíquota de 34% para 15%. Esse corte "brutal" seria compensado pela taxação de dividendos, hoje isentos, pontuou Guedes. Segundo ele, essa mudança aumentará a competitividade.

Dividendos, juros sobre capital próprio: entenda os termos usados por Guedes em Davos

Segundo a agência, Guedes disse ainda que o governo pretende reduzir a carga tributária do Brasil para 30% do Produto Interno Bruto (PIB), de 36% atualmente.

O ministro sinalizou também que o governo considera extinguir 50 estatais num prazo de 3 a 5 meses. À Bloomberg TV, Guedes havia dito que o governo espera levantar US$ 20 bilhões (cerca de R$ 75 bilhões) em privatizações neste ano.

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Fonte: G1

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