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EUA processam executiva da Huawei e acusam empresa de roubar segredos de rival

EUA processam executiva da Huawei e acusam empresa de roubar segredos de rival
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Meng Wanzhou, que foi presa no Canadá em dezembro, é acusada de violar sanções comerciais ao Irã

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou formalmente a diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, por violação da sanção contra o Irã nesta segunda-feira (28). Os promotores também se preparam para pedir ao Canadá que ela seja extraditada para os EUA.

Meng, que é filha do fundador da Huawei, foi presa naquele país em dezembro, a pedido do governo americano, e permanece lá sob liberdade condicional, após pagamento de fiança milionária.

Este é mais um passo na escalada da tensão entre os EUA e a empresa chinesa gigante do setor de smartphones. A Huawei é alvo de investigações naquele país por suspeitas de que tenha vendido equipamentos de telecomunicação que poderiam ser usados pela China para espionagem.

Além disso, China e EUA travam uma guerra comercial em que já foram impostos bilhões de dólares em tarifas sobre produtos.

Violação de sanção

As denúncias contra Meng foram feitas em um tribunal em Nova York e, segundo a Justiça americana, se referem a operações de mais de uma década atrás.

A executiva, a própria Huawei e uma subsidiária em Hong Kong chamada Skycom foram acusadas de fraude bancária e conspiração relacionadas a negócios feitos com o Irã quando aquele país ainda estava sob sanções comerciais.

Na época da prisão da diretora, a Huawei afirmou que a Skycom é uma empresa independente. E a China classificou a detenção da executiva como uma "violação de direitos humanos".

Cada um dos crimes de que Meng é acusada tem uma pena de até 30 anos.

Extradição

As acusações formais são um passo a mais para que o governo americano apresente o pedido de extradição da diretora. O prazo vence no próximo dia 30.

Depois disso, se o pedido for aceito, começa um período de audiência e a ida da executiva para aos EUA ainda poderá levar meses para acontecer.

Roubo de segredos

Também nesta segunda, em Washington, o governo denunciou a Huawei por roubar segredos da empresa americana T-Mobile e oferecer bônus a funcionários que trouxessem tecnologia de rivais.

O processo se refere a um robô que a T-Mobile usava para testar smartphones. A própria empresa de telecom já tinha processado a Huawei e sua unidade nos EUA em 2014, em Seattle, pelo mesmo motivo.

Tensão internacional

A Huawei tem 15% do mercado mundial de telefones celulares e é, atualmente, a segunda maior produtora. A empresa tem sido alvo de proibições em vários países ocidentais, que temem que Pequim obrigue a companhia a revelar segredos industriais e outras informações que poderiam colocar em risco a segurança nacional de terceiros.

EUA, Nova Zelândia e Austrália proibiram o uso de tecnologia e equipamentos da empresa por razões de segurança. Canadá, Alemanha, Japão e Coreia do Sul colocaram a Huawei sob avaliação.

A companhia nega as acusações e insiste que é uma empresa privada, não havendo controle do governo chinês sobre suas operações.

Logo depois da prisão de Meng, a China deteve dois cidadãos canadenses sob a alegação de "risco à segurança nacional".

No último sábado (26), o embaixador do Canadá na China renunciou ao posto a pedido do primeiro-ministro Justin Trudeau. O motivo não foi divulgado.

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Fonte: G1

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