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Imigrantes de caravana retida na fronteira pensam em novas rotas para entrar nos EUA

Imigrantes de caravana retida na fronteira pensam em novas rotas para entrar nos EUA
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Grupo mais recente de cerca de 1

Alguns imigrantes centro-americanos que tentam entrar nos Estados Unidos, mas foram retidos perto de uma travessia do Texas, disseram na quarta-feira (6) que estão cogitando ir para outra parte da fronteira na busca por uma chance melhor de fazer um pedido de asilo rápido.

Ponderando seus próximos passos na empoeirada cidade mexicana de Piedras Negras, logo ao sul da travessia Eagle Pass, no lado norte-americano, o grupo mais recente de cerca de 1.700 imigrantes de uma caravana quer evitar uma espera potencial de meses por uma oportunidade de pedir asilo.

Muitos dizem que também esperam o chamado visto humanitário do governo mexicano, que pode levar a oportunidades locais de emprego, mas temem o Zetas, cartel de drogas hiperviolento da região que já atacou imigrantes.

"Não podemos parar aqui. Se não (atravessarmos) aqui, iremos a outra parte da fronteira", disse Oscar Lopez, hondurenho de 33 anos que viaja com a esposa e duas filhas. Ele disse que sua família fugiu de ameaças de morte de gangues no país natal.

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que 3.750 tropas adicionais serão enviadas à divisa de seu país com o México para auxiliar os agentes de fronteira e impedir o que descreveu como "o avanço tremendo" de imigrantes em direção aos EUA.

Os postulantes a asilo costumam ter direito de permanecer em solo norte-americano enquanto seus casos são decididos por um juiz de imigração, mas um acúmulo de mais de 800 mil casos pode arrastar o processo durante anos.

Agentes da Patrulha de Fronteira, Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, na sigla em inglês) e da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), participam de exercício de simulação em Sunland Park, Novo México, perto da fronteira com Ciudad Juarez, no México, em 31 de janeiro — Foto: Herika Martinez/AFP

Cerca de 250 efetivos militares estão sendo transferidos de posições no Arizona para Eagle Pass "em reação à atividade da caravana de imigrantes que atualmente se aproxima da fronteira do Texas", anunciou o Departamento da Defesa dos EUA na quarta-feira.

Entre eles há policiais militares, médicos e engenheiros. Milhares de imigrantes majoritariamente centro-americanos já fizeram a perigosa viagem a pé pelo México até a divisa do vizinho do norte desde outubro, enfurecendo Trump.

No dia 20 de dezembro o governo Trump anunciou que seu país devolverá ao México os imigrantes não-mexicanos que tiverem cruzado a fronteira enquanto seus pedidos de asilo são analisados.

"Estes imigrantes correm muitos riscos", incluindo o crime organizado, policiais locais corruptos e a hostilidade de moradores, alertou Alberto Xicotencatl, que cuida de um abrigo em Saltillo, capital do Estado de Coahuila, a cerca de 400 km ao sul de Piedras Negras.

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Fonte: G1

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