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Barragens com alteamento a montante deverão ter inspeção diária, decide ANM

Barragens com alteamento a montante deverão ter inspeção diária, decide ANM
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Método de construção, considerado o menos seguro, é o mesmo usado na barragem de Brumadinho, que se rompeu em janeiro

A Agência Nacional de Mineração (ANM) determinou, nesta segunda-feira (11), que todas as barragens de rejeitos construídas no país pelo método de alteamento a montante deverão passar por inspeções diárias. Este método de construção é o mesmo usado nas barragens que se romperam em Brumadinho (MG), em janeiro, e em Mariana (MG), em 2015. Mais barato, ele é considerado o menos seguro por especialistas.

Segundo a ANM, as informações obtidas nas inspeções diárias deverão ser incluídas no Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração (SIGBM), sistema que é mantido pela própria agência. O Brasil tem tem 88 barragens do tipo "a montante ou desconhecido", sendo metade com alto potencial de dano em caso de rompimento.

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Barragem em Brumadinho utilizava o método de alteamento por montante — Foto: Karina Almeida e Alexandre Mauro/G1

Na semana passada, um diretor da ANM, Eduardo Leão, havia informado que a agência pretendia banir barragens de rejeitos a montante, mas isso não se concretizou.

Sirenes

Moradores de diferentes bairros de Brumadinho são unânimes em afirmar que as sirenes de alerta não tocaram no dia da tragédia — Foto: EPA

Na decisão desta segunda, a agência determinou ainda a instalação, até 30 de abril, de sirenes nas chamadas "zonas de altossalvamento" - regiões que podem ser atingidas por uma possível onda de inundação causada pelo rompimento de uma barragem em até 30 minutos ou a 10 quilômetros da mesma.

A barragem de Brumadinho tinha sirenes de emergência em seu entorno, mas elas não foram acionadas quando houve o rompimento. O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, diz que isso aconteceu porque a sirene foi "engolfada" pela lama.

Para todas as barragens

A ANM também determinou que as empresas responsáveis por barragens de mineração, independente do modo de construção, deverão atualizar em até 15 dias seus planos de emergência, e avaliar a necessidade de remover instalações administrativas que estejam nas áreas de influência das barragens - em Brumadinho, muitas das vítimas estavam no refeitório da Vale, situado logo abaixo da barragem e soterrado pela onda de lama.

As empresas também deverão informar se houve providências tomadas, e quais foram, após o dia 26 de janeiro – dia seguinte à tragédia de Brumadinho – quanto à segurança das barragens. Também foi decidido que as empresas deverão informar qualquer ação urgente que adotem neste sentido.

Os responsáveis deverão ainda recadastrar e atualizar, em 15 dias, as informações relativas às barragens no SIGBM.

As determinações da AMN acontecem cerca de duas semanas após o rompimento da barragem em Brumadinho, que, de acordo com o último balanço da Defesa Civil, deixou 165 mortos e 155 pessoas desaparecidos.

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Fonte: G1

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