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Unicamp 2018: Índice de aprovados da rede pública diminui e fica abaixo de 50%, diz comissão; negros e pardos aumentam

Unicamp 2018: Índice de aprovados da rede pública diminui e fica abaixo de 50%, diz comissão; negros e pardos aumentam
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Universidade contabilizou 1,6 mil ingressantes que estudaram na rede, baixa de 4,7% no comparativo com a edição anterior. Instituição terá cotas e vestibular indígena a partir do exame 2019. Candidatos durante o vestibular da Unicamp, em Campinas Priscilla Geremias/G1 A Unicamp registrou diminuição do número de estudantes da rede pública aprovados no vestibular 2018 e ficou abaixo da meta de receber pelo menos 50% dos ingressantes nesta classificação, segundo estatísticas da comissão organizadora do exame (Comvest). Por outro lado, a universidade registrou recorde de alunos autodeclarados pretos, pardos e indígenas - 23,9% ou 794 estudantes-. Veja tabela. Os dados mostram que 1.638 candidatos oriundos da rede foram aprovados, total que representa 49,2% das cadeiras preenchidas. Na edição 2017, foram 82 estudantes a mais (diferença de 4,7%) e índice de 50,2% dos matriculados. Entre as duas edições, houve alta de 14% de inscritos no exame. A Unicamp aposta na aplicação de novos modelos a partir do vestibular 2019, incluindo as cotas étnico-raciais e vagas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para elevar a inclusão social. "Acredito que o atual modelo cumpriu as expectativas da Unicamp, atingiu a legislação estadual, mas está no limite. São variações mínimas e a Unicamp quer alcançar as novas metas com mais qualidade", destaca o coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto. Alunos oriundos da rede pública matriculados na Unicamp Para ele, as novas propostas a serem aplicadas no vestibular 2019 devem permitir melhora de índices por curso, uma vez que a variação sobre estudantes da rede pública aprovados está entre 21,7% (engenharia de produção) e 88,9% (ciências econômicas). Neste caso, são desconsiderados os cursos de música, em virtude da baixa quantidade de vagas para comparativo na análise. "Os dados envolvem uma ligeira distorção que a bonificação atual pode gerar em cursos de alta concorrência, porque pode ser criado um índice de pontos difícil de ser alcançado", ressalta o Freitas Neto ao indicar que a concentração é maior em cursos vistos pelos candidatos como mais atrativos nos aspectos "prestígio profissional" e "retorno financeiro". O coordenador da Comvest, José Alves de Freitas Neto Antonio Scarpinetti Três cursos mais concorridos Medicina - 90 em 110 vagas (81,8%) Arquitetura e urbanismo -10 em 30 vagas (33,3%) Ciências biológicas - 17 em 45 vagas (37,8%) Perfil Os dados da Comvest mostram, por outro lado, que subiu o número de candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas que conquistaram vagas na Unicamp. De acordo com o levantamento, nesta edição foram 794, crescimento de 5,7% no comparativo com a edição anterior, quando foram 751. Com isso, o número representa 23,9% do total de alunos ingressantes na universidade. Considerando-se exclusivamente os candidatos beneficiados pelo Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais) - portanto são retirados alunos das escolas privadas - o total cai para 568 e significa três alunos a menos, no comparativo com a edição 2017 do processo seletivo. "Houve um maior número de inscritos de autodeclarados e nossa expectativa, com as mudanças, é chegar ao índice em torno de 30%", destaca Freitas Neto ao lembrar que a Unicamp, na edição 2018 do vestibular, concedeu 8,6 mil isenções na taxa de inscrição, alta de 15,6% sobre o ano anterior. Ao todo, 416 matriculados na universidade (12,5% do total) tiveram o benefício da gratuidade. Novos modelos Para alcançar as metas de receber 50% dos estudantes oriundos da rede pública - por curso e turno - e buscar índice de 37,5% de autodeclarados pretos, pardos e indígenas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Unicamp implementará, a partir da edição 2019, cotas étnico-raciais e outras mudanças, como a criação de um vestibular indígena e a criação de vagas extras para destaques em olimpíadas que tenham abrangência nacional. Confira detalhes. Além disso, a universidade planeja expandir a aplicação do vestibular em São Paulo e região Nordeste, segundo a Comvest. A expectativa é de que pelo menos uma capital seja incluída na lista que tem quatro metrópoles: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE) e São Paulo (SP). Veja mais notícias da região no G1 Campinas.

A Unicamp registrou diminuição do número de estudantes da rede pública aprovados no vestibular 2018 e ficou abaixo da meta de receber pelo menos 50% dos ingressantes nesta classificação, segundo estatísticas da comissão organizadora do exame (Comvest). Por outro lado, a universidade registrou recorde de alunos autodeclarados pretos, pardos e indígenas - 23,9% ou 794 estudantes-. Veja tabela.

Os dados mostram que 1.638 candidatos oriundos da rede foram aprovados, total que representa 49,2% das cadeiras preenchidas. Na edição 2017, foram 82 estudantes a mais (diferença de 4,7%) e índice de 50,2% dos matriculados. Entre as duas edições, houve alta de 14% de inscritos no exame.

A Unicamp aposta na aplicação de novos modelos a partir do vestibular 2019, incluindo as cotas étnico-raciais e vagas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para elevar a inclusão social.

"Acredito que o atual modelo cumpriu as expectativas da Unicamp, atingiu a legislação estadual, mas está no limite. São variações mínimas e a Unicamp quer alcançar as novas metas com mais qualidade", destaca o coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto.

Alunos oriundos da rede pública matriculados na Unicamp

Ano Quantidade Representatividade Vagas totais preenchidas no vestibular 2016 1537 47,4% 3243 2017 1720 50,2% 3248 2018 1638 49,2% 3327 Fonte: Comvest deslize para ver o conteúdo

Para ele, as novas propostas a serem aplicadas no vestibular 2019 devem permitir melhora de índices por curso, uma vez que a variação sobre estudantes da rede pública aprovados está entre 21,7% (engenharia de produção) e 88,9% (ciências econômicas). Neste caso, são desconsiderados os cursos de música, em virtude da baixa quantidade de vagas para comparativo na análise.

"Os dados envolvem uma ligeira distorção que a bonificação atual pode gerar em cursos de alta concorrência, porque pode ser criado um índice de pontos difícil de ser alcançado", ressalta o Freitas Neto ao indicar que a concentração é maior em cursos vistos pelos candidatos como mais atrativos nos aspectos "prestígio profissional" e "retorno financeiro".

O coordenador da Comvest, José Alves de Freitas Neto (Foto: Antonio Scarpinetti)

Três cursos mais concorridos

Medicina - 90 em 110 vagas (81,8%)Arquitetura e urbanismo -10 em 30 vagas (33,3%) Ciências biológicas - 17 em 45 vagas (37,8%)

Perfil

Os dados da Comvest mostram, por outro lado, que subiu o número de candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas que conquistaram vagas na Unicamp. De acordo com o levantamento, nesta edição foram 794, crescimento de 5,7% no comparativo com a edição anterior, quando foram 751. Com isso, o número representa 23,9% do total de alunos ingressantes na universidade.

Considerando-se exclusivamente os candidatos beneficiados pelo Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais) - portanto são retirados alunos das escolas privadas - o total cai para 568 e significa três alunos a menos, no comparativo com a edição 2017 do processo seletivo.

"Houve um maior número de inscritos de autodeclarados e nossa expectativa, com as mudanças, é chegar ao índice em torno de 30%", destaca Freitas Neto ao lembrar que a Unicamp, na edição 2018 do vestibular, concedeu 8,6 mil isenções na taxa de inscrição, alta de 15,6% sobre o ano anterior.

Ao todo, 416 matriculados na universidade (12,5% do total) tiveram o benefício da gratuidade.

Novos modelos

Para alcançar as metas de receber 50% dos estudantes oriundos da rede pública - por curso e turno - e buscar índice de 37,5% de autodeclarados pretos, pardos e indígenas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Unicamp implementará, a partir da edição 2019, cotas étnico-raciais e outras mudanças, como a criação de um vestibular indígena e a criação de vagas extras para destaques em olimpíadas que tenham abrangência nacional. Confira detalhes.

Além disso, a universidade planeja expandir a aplicação do vestibular em São Paulo e região Nordeste, segundo a Comvest. A expectativa é de que pelo menos uma capital seja incluída na lista que tem quatro metrópoles: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE) e São Paulo (SP).

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Fonte:G1

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