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Tribo massai tem casas queimadas para beneficiar turismo na Tanzânia, diz grupo dos EUA

Tribo massai tem casas queimadas para beneficiar turismo na Tanzânia, diz grupo dos EUA
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Grupo étnico é impedido de acessar área próxima a cratera de Ngorongoro, uma atração turística na Tanzânia, diz relatório. Empresas de safari e governo negam que tribo seja prejudicada. Jovem massai é visto perto do Parque Nacional Mikumi, na Tanzânia, em imagem de março de 2018 Ben Curtis, File/AP Photo O think tank americano Oakland Institute denunciou nesta quinta-feira (10) que dezenas de milhares de membros da tribo Massai de uma área próxima a um parque nacional na Tanzânia foram despejados da região para beneficiar o turismo. O relatório do Instituto denuncia que os massai da região de Loliondo, próximo à área de conservação natural e atração turística que engloba a cratera de Ngorongoro, tiveram suas casas queimadas e têm sido impedidos de acessar a região para pastorear gado e coletar água em poços. Os massai, presentes no sul do Quênia e em partes da Tanzânia, precisam de terra para pastorear seu gado e manter seu estilo de vida pastoril. Turistas observam animais no Parque Nacional Mikumi, na Tanzânia Ben Curtis, File/ AP Photo O relatório cita testemunhas locais que acusam duas empresas que realizam safari na região de prejudicar os massai. Uma delas é a Tanzania Conservation Limited, uma afiliada da Thomson Safaris, sediada nos EUA, que estaria impedindo o acesso deles ao local. A outra empresa citada é a Ortello, um grupo que organiza viagens de caça para a família real dos Emirados Árabes Unidos, que teria queimado casas. Apesar de ter perdido sua licença no ano passado, a OBC continua ativa na região, de acordo com o think tank americano. A Thomson Safaris se pronunciou sobre o relatório afirmando que “as terríveis alegações de abuso são simplesmente falsas”. A empresa investe da Tanzânia “de boa fé”, disse seu presidente Rick Thomson em um e-mail enviado à AP nesta quinta. O Secretário de Turismo da Tanzânia Gaudence Milanzi negou que os massai sejam atacados, afirmando que o governo está trabalhando para melhorar o seu bem-estar ao adotar métodos modernos para o pastoreio de gado. Preocupações acerca dos massai têm sido levantadas dentro e fora da Tanzânia por grupos como o Grupo Internacional de Direito das Minorias e o Survival International, que já alertou que a tomada de terra “pode significar o fim dos massai”.

O think tank americano Oakland Institute denunciou nesta quinta-feira (10) que dezenas de milhares de membros da tribo Massai de uma área próxima a um parque nacional na Tanzânia foram despejados da região para beneficiar o turismo.

O relatório do Instituto denuncia que os massai da região de Loliondo, próximo à área de conservação natural e atração turística que engloba a cratera de Ngorongoro, tiveram suas casas queimadas e têm sido impedidos de acessar a região para pastorear gado e coletar água em poços.

Os massai, presentes no sul do Quênia e em partes da Tanzânia, precisam de terra para pastorear seu gado e manter seu estilo de vida pastoril.

Turistas observam animais no Parque Nacional Mikumi, na Tanzânia (Foto: Ben Curtis, File/ AP Photo)

O relatório cita testemunhas locais que acusam duas empresas que realizam safari na região de prejudicar os massai. Uma delas é a Tanzania Conservation Limited, uma afiliada da Thomson Safaris, sediada nos EUA, que estaria impedindo o acesso deles ao local.

A outra empresa citada é a Ortello, um grupo que organiza viagens de caça para a família real dos Emirados Árabes Unidos, que teria queimado casas. Apesar de ter perdido sua licença no ano passado, a OBC continua ativa na região, de acordo com o think tank americano.

A Thomson Safaris se pronunciou sobre o relatório afirmando que “as terríveis alegações de abuso são simplesmente falsas”. A empresa investe da Tanzânia “de boa fé”, disse seu presidente Rick Thomson em um e-mail enviado à AP nesta quinta.

O Secretário de Turismo da Tanzânia Gaudence Milanzi negou que os massai sejam atacados, afirmando que o governo está trabalhando para melhorar o seu bem-estar ao adotar métodos modernos para o pastoreio de gado.

Preocupações acerca dos massai têm sido levantadas dentro e fora da Tanzânia por grupos como o Grupo Internacional de Direito das Minorias e o Survival International, que já alertou que a tomada de terra “pode significar o fim dos massai”.

Tanzânia

Fonte:G1

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