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TJ do Rio acata pedido da defesa e decide manter Cachoeira preso em Goiânia

TJ do Rio acata pedido da defesa e decide manter Cachoeira preso em Goiânia
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Ele foi condenado, em segunda instância, a 6 anos e 8 meses de prisão por fraude na loteria carioca. Defesa sempre alegou inocência. Carlinhos Cachoeira TV Anhanguera/Reprodução O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acatou o pedido da defesa e decidiu manter o bicheiro Carlos Augusto Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em Goiânia para cumprimento da pena por fraudes na loteria carioca. A decisão é desta terça-feira (15) e foi assinada pelo juiz Rafael Estrela, da Vara de Execução Penal (VEP). O contraventor foi condenado, em segunda instância, a 6 anos e 8 meses de prisão por fraude na loteria carioca. A defesa sempre alegou inocência. Na argumentação do pedido, o advogado Cléber Lopes pontuou que a família dele mora na cidade e que ele já estava em prisão domiciliar por condenações anteriores. “Ante a documentação apresentada pela defesa, comprovando o vínculo familiar que o apenado possui naquele estado e atento aos fins da pena com o objetivo de ressocialização do penitente, sendo fator crucial neste processo o contato familiar, na forma do artigo 66, V, "g", da Lei de Execução Penal, determino a transferência da execução para a Comarca de Goiânia/GO”, escreveu o juiz na decisão. Imagem de junho de 2016 quando Carlinhos Cachoeira prestou depoimento à PF Fernando Frazão/Agência Brasil Cachoeira está preso por fraudes na Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) desde quinta-feira (10). Ele foi detido na casa do irmão, no Condomínio Alphaville Ipê, em Goiânia, e passou a primeira noite na Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), também na capital. Na sexta-feira (11), ele foi transferido para o Núcleo de Custódia, dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo apurou a TV Anhanguera, o contraventor, está em uma cela individual de 6m². A Polícia Civil informou que a transferência ocorreu porque a corporação "não tem atribuição de custodiar presos". A prisão foi determinada no dia 4 de maio, em caráter “imediato”, pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro, a partir de pedido do Ministério Público. O órgão tomou como base a permissão para prisão após condenação em segunda instância. Fraudes na Loteria Em 2012, Cachoeira e Waldomiro Diniz, ex-assessor do Palácio do Planalto, foram condenados a 8 e a 12 anos de prisão, respectivamente, pela 29ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, por corrupção e fraude em uma licitação da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio, Waldomiro Diniz pediu R$ 1,7 milhão ao empresário como propina - o dinheiro também teria sido usado para abastecer campanha eleitoral de políticos. Em troca, acrescenta o MP do Rio, Cachoeira obteve a alteração de um edital de licitação para se favorecer. Na mesma decisão em que pediu a prisão imediata de Cachoeira, o ministro Nefi Cordeiro rejeitou um outro pedido do Ministério Público, para execução da pena de Waldomiro, por entender que ainda há recurso pendente de análise na Justiça. Prisões anteriores Cachoeira já foi condenado por crimes como contrabando de caça-níqueis, peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. O bicheiro foi preso pela primeira vez em 29 de fevereiro de 2012, na Operação Monte Carlo. De acordo com a Polícia Federal, ele comandava um esquema de jogos de azar em Goiás e no Distrito Federal, com envolvimento de políticos. Após nove meses, Cachoeira deixou o presídio da Papuda, em Brasília, beneficiado por um alvará de soltura expedido pela 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Na época, ele foi condenado na Operação Saint Michel, um desdobramento da Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás. Duas semanas depois, em 7 de dezembro, Cachoeira foi preso novamente após ser condenado a 39 anos de prisão por peculato, corrupção ativa, violação de sigilo e formação de quadrilha. Entretanto, conseguiu um habeas corpus e deixou a cadeia quatro dias depois. Cachoeira voltou a ser preso no dia 30 de junho de 2016, no condomínio de luxo onde mora em Goiânia, pela Operação Saqueador, da Polícia Federal (PM) e do Ministério Público Federal (MPF). A ação apurava lavagem de dinheiro e desvio de verbas em obras públicas. A investigação apontou um esquema que desviou R$ 370 milhões de cofres públicos. Conforme o MPF, na época, Cachoeira era responsável por criar empresas e contratos fictícios com a construtora Delta. O valor era sacado e usado para pagamento de propinas. Logo após a deflagração da operação, o MPF informou que pedia a condenação dos envolvidos por lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de solicitar a reparação dos danos causados. Após a prisão, ele foi levado para o Rio de Janeiro, onde ficou por pouco mais de um mês. No dia 17 de agosto, ele teve a prisão preventiva convertida em domiciliar e foi levado de volta para a capital goiana. O pedido de habeas corpus da defesa do contraventor já havia sido feito ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, que javia negado a solicitação. A Operação Saqueador foi um desdobramento da Operação Monte Carlo, que desarticulou exploração de máquinas caça-níqueis em Goiás e levou a uma CPI, que por sua vez, cassou o mandato do então senador Demóstenes Torres. Cachoeira também foi condenado na Operação Saint-Michel, também derivada da Monte Carlo. Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acatou o pedido da defesa e decidiu manter o bicheiro Carlos Augusto Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em Goiânia para cumprimento da pena por fraudes na loteria carioca. A decisão é desta terça-feira (15) e foi assinada pelo juiz Rafael Estrela, da Vara de Execução Penal (VEP).

O contraventor foi condenado, em segunda instância, a 6 anos e 8 meses de prisão por fraude na loteria carioca. A defesa sempre alegou inocência.

Na argumentação do pedido, o advogado Cléber Lopes pontuou que a família dele mora na cidade e que ele já estava em prisão domiciliar por condenações anteriores.

“Ante a documentação apresentada pela defesa, comprovando o vínculo familiar que o apenado possui naquele estado e atento aos fins da pena com o objetivo de ressocialização do penitente, sendo fator crucial neste processo o contato familiar, na forma do artigo 66, V, "g", da Lei de Execução Penal, determino a transferência da execução para a Comarca de Goiânia/GO”, escreveu o juiz na decisão.

Imagem de junho de 2016 quando Carlinhos Cachoeira prestou depoimento à PF (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil )

Cachoeira está preso por fraudes na Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) desde quinta-feira (10). Ele foi detido na casa do irmão, no Condomínio Alphaville Ipê, em Goiânia, e passou a primeira noite na Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), também na capital.

Na sexta-feira (11), ele foi transferido para o Núcleo de Custódia, dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo apurou a TV Anhanguera, o contraventor, está em uma cela individual de 6m². A Polícia Civil informou que a transferência ocorreu porque a corporação "não tem atribuição de custodiar presos".

A prisão foi determinada no dia 4 de maio, em caráter “imediato”, pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro, a partir de pedido do Ministério Público. O órgão tomou como base a permissão para prisão após condenação em segunda instância.

Fraudes na Loteria

Em 2012, Cachoeira e Waldomiro Diniz, ex-assessor do Palácio do Planalto, foram condenados a 8 e a 12 anos de prisão, respectivamente, pela 29ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, por corrupção e fraude em uma licitação da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).

Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio, Waldomiro Diniz pediu R$ 1,7 milhão ao empresário como propina - o dinheiro também teria sido usado para abastecer campanha eleitoral de políticos.

Em troca, acrescenta o MP do Rio, Cachoeira obteve a alteração de um edital de licitação para se favorecer.

Na mesma decisão em que pediu a prisão imediata de Cachoeira, o ministro Nefi Cordeiro rejeitou um outro pedido do Ministério Público, para execução da pena de Waldomiro, por entender que ainda há recurso pendente de análise na Justiça.

Prisões anteriores

Cachoeira já foi condenado por crimes como contrabando de caça-níqueis, peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha.

O bicheiro foi preso pela primeira vez em 29 de fevereiro de 2012, na Operação Monte Carlo. De acordo com a Polícia Federal, ele comandava um esquema de jogos de azar em Goiás e no Distrito Federal, com envolvimento de políticos.

Após nove meses, Cachoeira deixou o presídio da Papuda, em Brasília, beneficiado por um alvará de soltura expedido pela 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Na época, ele foi condenado na Operação Saint Michel, um desdobramento da Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.

Duas semanas depois, em 7 de dezembro, Cachoeira foi preso novamente após ser condenado a 39 anos de prisão por peculato, corrupção ativa, violação de sigilo e formação de quadrilha. Entretanto, conseguiu um habeas corpus e deixou a cadeia quatro dias depois.

Cachoeira voltou a ser preso no dia 30 de junho de 2016, no condomínio de luxo onde mora em Goiânia, pela Operação Saqueador, da Polícia Federal (PM) e do Ministério Público Federal (MPF). A ação apurava lavagem de dinheiro e desvio de verbas em obras públicas. A investigação apontou um esquema que desviou R$ 370 milhões de cofres públicos.

Conforme o MPF, na época, Cachoeira era responsável por criar empresas e contratos fictícios com a construtora Delta. O valor era sacado e usado para pagamento de propinas. Logo após a deflagração da operação, o MPF informou que pedia a condenação dos envolvidos por lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de solicitar a reparação dos danos causados.

Após a prisão, ele foi levado para o Rio de Janeiro, onde ficou por pouco mais de um mês. No dia 17 de agosto, ele teve a prisão preventiva convertida em domiciliar e foi levado de volta para a capital goiana. O pedido de habeas corpus da defesa do contraventor já havia sido feito ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, que javia negado a solicitação.

A Operação Saqueador foi um desdobramento da Operação Monte Carlo, que desarticulou exploração de máquinas caça-níqueis em Goiás e levou a uma CPI, que por sua vez, cassou o mandato do então senador Demóstenes Torres.

Cachoeira também foi condenado na Operação Saint-Michel, também derivada da Monte Carlo.

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Carlinhos Cachoeira

Fonte:G1

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