Brasil já perde investimentos por causa de queimadas na Amazônia
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Gestores de grandes fundos de investimentos europeus informaram a autoridades brasileiras que seus cotistas não querem mais ter dinheiro aplicado aqui.
Alguns não vão mais aplicar.
Outros sinalizam que podem retirar o que já investiram.
A equipe econômica constatou ainda que as tensões polÃticas na América Latina também estão contaminando a percepção de risco em relação ao Brasil, o que significa potencial queda de investimentos no paÃs.
A transição de governo na Argentina traz dúvidas enormes sobre como o presidente eleito Alberto Fernandez vai lidar com a grave crise econômica no paÃs vizinho.
Além disso, na BolÃvia, houve a queda de Evo Morales, e, no Chile, os protestos que colocam em cheque o modelo econômico que assegurou ao paÃs longo perÃodo de estabilidade e que agora parece ter se esgotado.
Protestos também atingiram a Colômbia, com perda de popularidade do presidente Ivan Duque.
No México, a segunda economia da região, o governo do presidente López Obrador, com tentações intervencionistas na economia, também gera dúvidas sobre a viabilidade do Movimento de Regeneração Nacional, o Morena, partido pelo qual se elegeu.
Todo esse contexto torna árdua a tarefa do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, de representar o Brasil da COP-25, a Conferência das Partes, que se realiza a partir desta segunda-feira em Madri.
A conferência se realizaria no Brasil, mas o presidente Jair Bolsonaro, sob a alegação de custos elevados e até supostas ameaças à soberania nacional, decidiu cancelar.
Como a reunião estava prevista para ocorrer na América Latina, o presidente do Chile, Sebastian Piñera, decidiu acolher o encontro, mas terminou renunciando a essa iniciativa por causa dos protestos que convulsionaram a capital Santiago.
A mudança levou o encontro para a região mais comprometida com polÃticas ambientais.
A Europa quer ser reconhecida como um continente limpo e busca um acordo para fixar meta de emissão zero de CO2 em 2050.
Na Europa, as lideranças polÃticas se aprofundam as polÃticas ambientais sob pressão de parcelas cada vez mais amplas do eleitorado em favor de uma economia cada vez menos dependente dos combustÃveis fósseis e cada vez menos dispostas a consumidor produtos de origem que possam entender como agressivos ambientalmente no seu modo de fabricação ou elaboração.
O tom do encontro em Madri foi dado pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, na manhã desta segunda-feira, na abertura do encontro.
"Hoje, felizmente, só um punhado de lunáticos nega a evidência [de aquecimento global]".
Sánchez nem precisou mencionar que o lÃder dos "lunáticos", no caso, é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que decidiu retirar os EUA do Acordo de Paris.
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Fonte: G1