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Trump surpreende e anuncia taxa contra aço do Brasil; Guedes discute privatizar o BB

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Veja quais são as notícias de destaque nos jornais brasileiros Os principais jornais do país destacam a surpresa com a qual o Palácio do Planalto e o Itamaraty receberam a decisão do presidente norte-Americano, Donald Trump, de cobrar tarifas sobre a importação de aço e alumínio do Brasil e da Argentina

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A medida tem efeito imediata.

  Em sua reportagem principal, O Estado de S.

Paulo informa que o líder norte-Americano também acusou os dois países de promover uma “maciça desvalorização” de suas moedas (o real e o peso argentino), prejudicando agricultores americanos, segundo o entendimento de Trump.

Com o real mais barato, a soja brasileira, por exemplo, se torna mais competitiva do que a americana.

  Analistas ouvidos pelo Estadão, contudo, lembram que a desvalorização das moedas não tem ocorrido de forma orquestrada pelos dois governos.

“Não existe controle estatal nem no Brasil e nem na Argentina.

A moeda desvalorizou por conta de outros fatores macroeconômicos”, disse Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior.

  Entre esses fatores, segundo o matutino paulista, está a própria disputa comercial entre EUA e China, que tem gerado instabilidade no mercado internacional de capitais.

  A decisão representa um revés para o governo Jair Bolsonaro.

O presidente brasileiro afirmou, mo entanto, que falará com Trump, se for necessário: “Se for o caso, falo com o Trump.

Tenho canal aberto”, acredita o líder brasileiro.

“Em revés para governo, Trump diz que vai taxar aço brasileiro”, informa a manchete do Estadão.

  Entenda o impacto da tarifa dos EUA sobre aço e alumínio do Brasil Em sua reportagem principal, O Globo recorda que Donald Trump não indicou o Brasil para entrar na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Também não ajudou na abertura do mercado dos EUA para a venda da carne bovina in Natura, mesmo após o governo brasileiro ceder em diversas áreas, como na importação de etanol e trigo.

  Em novembro, o dólar teve alta de 5,7% frente ao real e, de acordo com especialistas ao Globo, um dos fatores foi a guerra comercial entre EUA e China.

A acusação de manipulação cambial foi prontamente rebatida por especialistas, como o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

  “Nem o Brasil nem a Argentina têm interesse em desvalorizar suas moedas.

O câmbio no Brasil é flutuante e flutua mais em função de besteiras que o Trump fala”, afirmou José Augusto ao matutino carioca.

  Segundo o Globo, em agosto de 2018 o setor de alumínio negociou com os americanos a sobretaxa de 10% sobre exportações de alumínio e o siderúrgico firmou um acordo para não ser tributado em 25%.

Brasil, Argentina e Coreia do Sul aceitaram um regime de cotas na ocasião.

“Trump anuncia taxação do aço do Brasil e da Argentina”, sublinha a manchete do Globo.

  Em seu texto principal, a Folha de S.

Paulo destaca que os ministérios da Economia, da Agricultura e das Relações Exteriores afirmaram que vão trabalhar pelo “interesse comercial brasileiro”.

  De acordo com o jornal paulista, as pastas disseram que o Brasil também vai agir para “assegurar a fluidez do comércio com os EUA, com vistas a ampliar o intercâmbio comercial e aprofundar o relacionamento bilateral, e benefício de ambos os países”.

  O vice-presidente Hamilton Mourão disse, durante um evento com empresários em São Paulo, que a desvalorização artificial da moeda, à qual Trump se refere, “não está acontecendo”.

Ele, porém, evitou criticar o líder norte-Americano.

  “Isso é característica da tensão geopolítica que estamos vivendo que gera protecionismo.

É um movimento anticíclico em relação à globalização”, disse Mourão.

  O vice-presidente afirmou também que a ascensão da China “abriu oportunidades para países” como o Brasil “no sentido de dinamizar” as exportações, o desenvolvimento de tecnologia e a captação de investimentos em infraestrutura.

“Trump diz que vai retomar tarifas sobre aço do Brasil”, aponta a manchete da Folha.

 Privatizações Em sua primeira página, O Globo informa que o processo que pode levar à privatização do Banco do Brasil já está em discussão pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe.

Segundo o jornal, o primeiro passo para que essa medida se efetive será Guedes conseguir convencer Bolsonaro de aceitar vender o banco público.

  De acordo com o matutino carioca, a privatização do BB não seria feita em curto prazo, podendo ocorrer até o fim do mandato, em 2022.

O ministério da economia negou, oficialmente, que o governo Bolsonaro pretenda privatizar o Banco do Brasil, Caixa e Petrobras.

  Apesar da negativa, segundo o Globo o assunto já é alvo de discussões dentro da gestão Bolsonaro.

O jornal informa que a privatização do BB chegou a ser abordada durante a reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) há duas semanas.

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Fonte: G1

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