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Estudantes da USP de São Carlos são campeões de futebol de robôs

Estudantes da USP de São Carlos são campeões de futebol de robôs
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Equipe disputou em João Pessoa (PB) e ganhou o título na modalidade pequeno porte

Unir duas paixões em um mesmo campo: robôs e futebol. Esse foi o estímulo dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos (SP) da equipe Warthog Robotics, que ganhou o campeonato de futebol de robôs na modalidade pequeno porte do campeonato de Robótica 2018.

Competições

O evento aconteceu no início de novembro, em João Pessoa (PB) e é o maior da América Latina no setor com competições, mostras, workshops e simpósios.

Além do título no futebol, a equipe foi vice-campeã na categoria aplicações domésticas e ficou na quarta colocação na categoria para robôs de muito pequeno porte.

Para a professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e coordenadora do grupo, Roseli Romero, a equipe vem evoluindo.

“Os resultados são fruto da dedicação dos estudantes. Na categoria de aplicações dómesticas melhoramos nossa pontuação e conseguimos realizar a maioria das provas, que demonstra um aprimoramento nas pesquisas na área de interação humano-robô.”

Robôs

Membro da equipe Warthog Robotics com um dos robôs da categoria pequeno porte — Foto: Henrique Megid/Warthog Robotics/Divulgação

Segundo o estudante Adam Moreira, um dos membros da equipe, para construir um robô capaz de jogar futebol sem precisar usar um controle remoto é preciso levar em conta aspectos mecânicos eletrônicos e computacionais.

“Toda estrutura do robô, tamanho, rodas, motor, bateria, dispositivo de chute, entre outros detalhes da parte mecânica. Quem cuida da eletrônica decide quantas placas de circuito terá, quais componentes serão colocados, como será o microcontrolador e deve saber quanta energia será necessária para executar as tarefas e fazê-lo andar de forma adequada e na velocidade desejada”, disse Moreira.

Ainda é preciso especialistas no campo computacional. São eles que fazem o robô compreender as informações captadas pela câmera que fica no alto do campo de futebol, superando desafios como a falta ou o excesso de iluminação no local.

A área de inteligência artificial é utilizada para dar comandos passados pelo computador a fim de definir as decisões certas que o robô irá tomar de acordo com cada situação em campo.

“A visão computacional possibilita ao robô ter a noção completa do jogo, enxergar onde está a bola e como estão posicionados os adversários e os colegas de time. Já os algoritmos que criamos vão fazê-lo decidir chutar a bola para o gol ou passá-la a um companheiro”, explica Moreira.

Categorias

Warthog Robotics venceu na categoria de robôs de pequeno porte — Foto: Henrique Megid/Warthog Robotics/Divulgação

Na categoria futebol, são seis robôs em cada equipe: um goleiro e mais cinco na linha que disputam a partida de forma autônoma, sem nenhuma intervenção humana. A diferença das categorias é apenas no tamanho. A complexidade da máquina de alguns é menor e não há dispositivo de chute e nem de drible.

A categoria aplicações domésticas tem como objetivo estimular o desenvolvimento de serviços e tecnologia de robôs que possam ter relevância para uso doméstico.

Na competição há um conjunto de testes que são realizados para avaliar habilidades e o desempenho dos robôs em tarefas como reconhecer objetos, mencionando seus respectivos nomes, pegar esses objetos e reposicioná-los, seguir uma pessoa, reconhecer uma pessoa e andar pelo ambiente desviando de obstáculos.

Equipe Warthog Robotic foi vice-campeã na categoria aplicações domésticas — Foto: Henrique Megid/Warthog Robotics/Divulgação

O diretor geral do grupo, Rafael Lang, ressalta que o Warthog tem conseguido se manter como uma das principais equipes de desenvolvimento de robôs do Brasil.

“Desde 2009, estamos no pódio em pelo menos uma das categorias da competição. Além disso, temos conseguido abrir novas frentes de atuação e disputar em alto nível."

Professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Lang explica que os bons resultados do grupo ao longo do tempo têm sido conquistados devido ao trabalho de muita gente.

“A organização é um dos fatores principais para manter a competência de uma equipe multidisciplinar que envolve alunos de quase todos os cursos do campus. A equipe é sempre renovada, o que permite ao time estar sempre capacitado para desenvolver novas tecnologias e aprimorar os projetos já existentes”, explica.

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Fonte: G1

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