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Pedro Bento deixa contribuição ao sertanejo ao propagar rancheiras na dupla com Zé da Estrada

Pedro Bento deixa contribuição ao sertanejo ao propagar rancheiras na dupla com Zé da Estrada
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Cerca de seis décadas antes de a música sertaneja se fundir com ritmos como funk e arrocha em mistura pop que domina as paradas do Brasil nos presentes anos 2010, o universo caipira se amalgamou com sons do Paraguai e do México

Cerca de seis décadas antes de a música sertaneja se fundir com ritmos como funk e arrocha em mistura pop que domina as paradas do Brasil nos presentes anos 2010, o universo caipira se amalgamou com sons do Paraguai e do México.

Foi quando, em meados dos anos 1950, a dupla paulista Pedro Bento e Zé da Estrada juntou o toque da viola com a batida das canções rancheiras. Não as rancheiras do sul do Brasil, gravadas por grupos gaúchos como Os Monarcas, mas as rancheiras paraguaias que também ecoam na Bolívia, no México e em outros países da América do Sul e da América Central.

Pedro Bento – nome artístico de Joel Antunes Leme (8 de junho de 1934 – 3 de janeiro de 2019) – deixa essa fusão como contribuição ao gênero sertanejo ao sair de cena na última quinta-feira, aos 84 anos.

Nascido em Porto Feliz (SP), cidade do interior de São Paulo (SP), Bento fez nome na música caipira em dupla com Waldomiro de Oliveira (22 de setembro de 1929 – 5 de junho de 2017), o Zé da Estrada, morto há dois anos.

Pedro Bento e Zé da Estrada, integrantes de dupla paulista formada em 1954 — Foto: Reprodução de capa de disco

A dupla foi formada em 1954. Três anos depois, em 1957, Pedro Bento e Zé da Estrada debutaram no mercado fonográfico com a gravação de disco de 78 rotações que trouxe as músicas Santos Reis (Paulo Victor e Pedro Bento) e Teu romance (Zé da Estrada, Pedro Bento e Braz Hernandes).

As rancheiras dominavam o repertório da dupla, cujos cantores se apresentavam visualmente com chapelões que aludiam aos sombreros usados pelos músicos mexicanos dos conjuntos de mariachis.

Assim como Zé da Estrada, Pedro Bento era compositor, tendo assinado com Waldomiro o primeiro grande sucesso da dupla, Seresteiro da lua, composta com a adesão de Cafézinho e lançada em disco em 1959.

Como intérpretes, Pedro Bento & Zé da Estrada emplacaram músicas como Mágoa de boiadeiro (Nonô Basílio e Ìndio Vago), lançada nas vozes da dupla em festival de 1967.

Com algumas versões de músicas mexicanas e paraguaias no repertório, a discografia da dupla Pedro Bento e Zé da Estrada compreende 16 discos de 78 rotações por minuto, 122 LPs e 24 CDs, incluindo recorrentes coletâneas de sucessos.

— Foto: Editoria de Arte / G1

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Fonte: G1

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