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Ex-aluno de escola pública, jovem de São José é aprovado na USP e mais 4 faculdades de medicina

Ex-aluno de escola pública, jovem de São José é aprovado na USP e mais 4 faculdades de medicina
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Gustavo de Melo Correia, de 21 anos, contou que nos últimos dois anos chegou a estudar até 16 horas por dia

Um jovem de 21 anos, morador de São José dos Campos e ex-aluno de escola pública, foi aprovado na USP e mais quatro faculdades de medicina. Nos últimos dois anos ele contou que se dedicou integralmente ao sonho de ingressar no curso, com rotina de até 16 horas de estudo por dia.

Além da USP, Gustavo de Melo Correia foi aprovado pela Unesp, Unifesp, na Faculdade de Medicina de Marília e na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. Na USP ele obteve a melhor colocação entre os estudantes de escolas públicas.

Filho de uma autônoma, que é dona de uma autoescola, e de um aposentado, Gustavo conta que não acreditou no próprio desempenho. “Demorou para cair a ficha, não só a minha como a de todos”, comemorou.

Gustavo fez o ensino médio na Etec (Escola Técnica Estadual) e, desde 2017, fazia cursinho em busca do sonho de se tornar médico. O jovem tinha uma bolsa parcial e o restante da mensalidade era mantida pelo irmão.

O estudante falou sobre as dificuldades que encontrou na trajetória de estudo. “Eu vim de colégio público, não criei uma base forte na parte de exatas e redação, então comecei a me cobrar demais, aí meu psicológico foi ficando abalado” contou.

Ele diz que esse obstáculo foi superado com a ajuda do irmão mais velho, de 35 anos. “Ele me motivou bastante e eu entendi que momentos de desânimo e de falta de autoestima são normais, mas que esses problemas não deveriam ser maiores do que a minha vontade de me tornar médico", afirmou.

O vestibular de medicina da Fuvest, que permite o ingresso na USP, curso escolhido por Gustavo, é um dos mais concorridos do país. A concorrência média é de 115 candidatos por vaga.

Gustavo Correia ao lado do irmão que o motivou a seguir em busca do objetivo de virar médico — Foto: Gustavo Correia / Arquivo

O aluno contou que após saber das aprovação, não teve dúvidas na hora de escolher. “Eu vou para USP. Ela é bem localizada, fica perto de São José, e também é considerada uma das melhores faculdades de medicina do Brasil”, avaliou.

Agora o primeiro passo para ser tornar um médico já foi dado e Gustavo já está nos preparativos para mudar para São Paulo.

“Sou muito grato por todos que me ajudaram a alcançar meu objetivo e me sinto uma pessoa privilegiada por ter tido a oportunidade de estudar. O que o que me faz querer ser médico é a possibilidade de realmente fazer a diferença na vida de alguém, a sensação de ajudar uma pessoa é impagável” disse.

Joseense acabou de se formar no ensino médio e já acumula duas aprovações em medicina. — Foto: Thainá Costa / Arquivo

Aprovada na 1ª tentativa

O sonho de virar médica também está mais próximo para a joseense Thainá Rosa, de 18 anos, aprovada em duas universidades de medicina na primeira tentativa de ingresso. Ela conseguiu 100% de bolsa na Anhembi Morumbi, em São José, e também foi aprovada na Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), no Rio Grande do Sul.

Thainá diz que mira na profissão desde que era criança. Antes, inspirada pelos programas de televisão que mostravam os bastidores dos consultórios, hoje ela acredita que a motivação também é o poder de fazer a diferença na vida das pessoas.

“Eu decidi ser médica por que tenho o desejo de ajudar as pessoas. Também sou bem comunicativa e tenho facilidade com matérias na área de biológicas e isso é importante nessa profissão”, contou.

Filha de uma dona de casa e de um eletricista de aeronaves, Thainá sempre foi muito estudiosa. Quando era mais nova estudava pela manhã em um colégio público e, no período da tarde, em um colégio particular, onde conseguiu bolsa. O ensino médio concluiu na rede particular com bolsa por bom desempenho.

A felicidade da família ao descobrir sua aprovação ficará para sempre marcada na memória de Thainá. “Eu recebi uma ligação da faculdade falando que havia sido aprovada. Minha mãe estava junto comigo e já começou a chorar, eu comecei a chorar e não conseguia nem mais ouvir o que estavam falando no telefone. Depois liguei para o meu pai, que estava no trabalho, pra falar que tinha conseguido e ele também começou a chorar. Foi muito emocionante, um dia de festa", relembrou.

(*) Colaborou Alice Aires

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Fonte: G1

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