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Protestos no Chile deixam 146 pessoas com ferimentos nos olhos, diz ONG

Protestos no Chile deixam 146 pessoas com ferimentos nos olhos, diz ONG
Segundo oftalmologistas, maioria dos ferimentos foi causada por balas de borracha disparadas a curtas distâncias
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Instituto Nacional de Direitos Humanos pede que governo solicite perícia nas armas usadas contra manifestantes; mais de 1.

300 já foram atendidos em hospitais.

Manifestante ferido é socorrido durante protesto em Santiago, no Chile, em 22 de outubro Reuters/Ivan Alvarado Um total de 146 pessoas sofreram ferimentos nos olhos durante os protestos no Chile, que começaram a ficar violentos em 18 de outubro.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (1º), são do Instituto Nacional de Direitos Humanos do Chile, que diz que 1.

305 pessoas foram atendidas em hospitais até às 23 horas do dia 31.

Segundo a unidade de oftalmologia do Hospital Salvador, ao menos 26 pessoas ficaram cegas devido aos ferimentos sofridos nas manifestações e várias outras correm risco de perder a visão.

Os médicos dizem que os números são muito altos e incomuns mesmo em tempos de protesto e que os ferimentos são causados principalmente por balas de borracha disparadas de distâncias muito curtas.

Em entrevista à Bloomberg, o médico Mauricio Lopez, diz que na última segunda-feira o Hospital Salvador recebeu dez pessoas com ferimentos nos olhos em uma hora, e que, depois disso, outros continuaram chegando.

“Foi inacreditável”, afirma.

Segundo o também oftalmologista Patricio Meza, presidente da associação médica do Chile, a média é de 12 pacientes por dia.

Entenda a onda de protestos no Chile Perícia em armamentos O diretor do Instituto Nacional de Direitos Humanos (NHRI), Sergio Micco, pediu nesta sexta que o governo solicite uma perícia internacional nos armamentos usados pela polícia para o controle da ordem pública durante as manifestações.

“O mais responsável é pedir uma opinião de especialistas internacionais sobre a composição dos objetos que são disparados, sejam eles projéteis, balas de borracha ou metal; e conhecer a composição, potência, pressão e quantidade de pólvora das bombas de gás lacrimogêneo”, disse Micco.

Mulheres vestidas de preto e usando curativos nos olhos participam de protesto em solidariedade aos manifestantes que sofreram ferimentos nos olhos, em Santiago, no Chile, na sexta-feira (1º) Martin Bernetti/AFP Excesso de violência Na terça-feira, o ministro da Justiça chileno, Hernán Larraín, admitiu possíveis violações de direitos humanos por parte de forças de segurança que atuaram nos protestos.

Ao menos 20 pessoas morreram desde o início da onda de manifestações no país.

O Chile receberá uma missão de integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), liderados por Michelle Bachelet – ex-presidente chilena e atual alta comissária de Direitos Humanos da entidade.

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Fonte: G1

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