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Nova Zelândia começa a liberar corpos de vítimas do massacre para as famílias

Nova Zelândia começa a liberar corpos de vítimas do massacre para as famílias
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Primeira-ministra Jacinda Ardern diz que processo deve ser concluído até quarta-feira (20)

As autoridades da Nova Zelândia começam neste domingo (17) a liberar para as famílias os corpos das 50 vítimas do atentado em Christchurch, anunciou a primeira-ministra do país, Jacinda Ardern. O número de vítimas subiu de 49 para 50 no sábado (16).

Familiares e representantes da comunidade muçulmana pedem que se acelere esta entrega para poder realizar os ritos funerários conforme sua religião, que estabelece um prazo de 24 horas para enterrar os mortos.

"Os corpos vão começar a ser devolvidos ao final da tarde. Será um pequeno número. Esperamos que todos tenham sido devolvidos até quarta-feira", declarou Ardern à imprensa em Wellington, depois de se reunir com a comunidade muçulmana da capital.

Tanto o governo como a polícia neozelandesa expressaram sua compreensão e interesse em satisfazer a reivindicação, mas pediram paciência para que o legista conclua a identificação dos corpos.

Entre as vítimas estão homens, mulheres e crianças. Os nomes ainda não foram divulgados oficialmente por autoridades neozelandesas, mas famílias confirmam alguns deles à imprensa desde a sexta. Veja quem são algumas das vítimas do atirador.

Homem se finge de morto para sobreviver

Etíope Abdul Kadir Ababora, que vive na Nova Zelândia, contou como sobreviveu ao ataque a uma mesquita de Christchurch — Foto: Marty Melville / AFP

Quando os primeiros tiros soaram durante a oração de sexta-feira, Abdul Kadir Ababora se jogou no chão e se agachou sob uma prateleira cheia de alcorões. Fingiu-se de morto, convencido de que o assassino que perpetrou um massacre em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, chegaria nele a qualquer momento: "Eu estava esperando a minha vez".

Sobrevivente conta os minutos de terror em mesquita atacada na Nova Zelândia

Durante longos minutos de angústia, ele ouviu o extremista australiano Brenton Tarrant executar metodicamente os fiéis reunidos na mesquita de Al Noor. É difícil para ele explicar como ainda está vivo.

"É um milagre. Quando abri os olhos, só havia cadáveres", disse à AFP.

Acusado preso

Ardern também informou que o principal suspeito e único acusado, por enquanto, o australiano Brenton Tarrant, de 28 anos, se encontra em uma cela de segurança máxima à espera de depor novamente no dia 5 de abril.

A primeira-ministra disse ter pedido conselho sobre uma possível repatriação de Tarrant, acusado, por enquanto, de assassinato, mas garantiu que tanto a acusação como o julgamento acontecerão na Nova Zelândia.

"Ele vai enfrentar a justiça na Nova Zelândia pelo ataque terrorista que cometeu aqui", esclareceu Ardern.

Brenton Tarrant é acompanhado por policiais durante sua apresentação à corte do Distrito de Christchurch, na Nova Zelândia, no sábado (16) — Foto: Mark Mitchell/New Zealand Herald/Pool

A primeira-ministra também disse que se reforçará a presença policial em Christchurch na segunda-feira, no primeiro dia útil da semana, e que esta se manterá nas mesquitas de todo o país durante a realização de preces.

Manifesto

Ardern confirmou, além disso, que nove minutos antes do ataque à primeira das duas mesquitas seu escritório recebeu o manifesto no qual Tarrant justificava sua ação, e que também foi enviado a outros 30 destinatários, incluindo políticos, instituições e meios de comunicação.

Segundo a governante, a mensagem foi entregue para os responsáveis de segurança dois minutos depois do seu recebimento, mas ela "não incluía nem o local nem dados específicos" sobre o ataque.

Vídeos removidos

O Facebook divulgou neste domingo (17) que nas primeiras 24 horas após os ataques às mesquitas removeu 1,5 milhão de vídeos em todo o mundo que mostravam a ação do assassino. Ainda de acordo com a empresa, 1,2 milhão foram bloqueados ainda antes de serem publicados. O terrorista fez uma transmissão ao vivo do ataque.

"Por respeito às pessoas afetadas por esta tragédia e as preocupações das autoridades locais, também estamos removendo todas as versões editadas do vídeo que não mostram conteúdo violento", diz comunicado postado no Twitter e assinado por Mia Garlick, representante da rede social na Nova Zelândia.

Resumo

Ataques a duas mesquitas de Masjid Al Noor e de Linwood na Nova Zelândia deixaram 50 mortos;Outras 48 pessoas ficaram feridas, sendo 20 em estado grave;4 pessoas foram detidas na sexta: uma delas foi liberada no mesmo dia, e outras duas foram liberadas na noite de sábado por não terem ligação com o caso;A polícia informou que o assassino é um australiano de 28 anos chamado Brenton Tarrant, que foi acusado formalmente por homicídio;As autoridades ainda não divulgaram a identidade das vítimas, mas os familiares de algumas delas já vieram a público;Numa das mesquitas, o homem armado com um rifle automático disparou contra a multidão;Usando uma câmera no capacete, o assassino filmou e transmitiu ao vivo o massacre;O Facebook eliminou as contas do criminoso e diz ter removido 1,5 milhão de vídeos relacionados ao ataque;Na rede, o homem se identificou como defensor da extrema-direita e contrário à imigração.

Ataques em mesquitas na Nova Zelândia — Foto: Juliane Souza/G1

ATAQUES A MESQUITAS NA NOVA ZELÂNDIA

50 mortos e 48 feridos em massacre

Testemunhas contam o que viram

Quem são algumas das vítimas

Sandra Cohen: caldeirão de ódio nas redes sociais

Vídeos sobre os ataques

Repercussão

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Fonte: G1

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